sábado, 5 de julho de 2008

Lá estava eu, de novo, pela milésima vez, olhando pro céu e fingindo um ar desinteressado. O céu não anda dos mais bonitos esses dias, sim, é verdade. Mas é tão azul. De um azul que chega a emocionar. Eu não sei o que ocorre, mas eu ando facilmente emocionável. Eu juro que eu não sou assim. Eu tenho um coraçãozinho de pedra. Diamante, pra ser mais objetiva.
Aí eu fico olhando pro céu, olha, céu azul, que bonitinho, sem nuvens, tempo oscilando loucamente e tal. Daí que eu fico pensando na vidinha perfeita, sabe. Vidinha perfeita alheia vidinha perfeita minha. Olha, eu detesto falar sob pressão. Sim, é lógico, qualquer pessoa (normal) detesta falar sob pressão. Eu funciono até que bem sob pressão. Eu nem sei o que me faz pensar que você é uma pessoa normal, se é que esse conceito existe.

Aí eu penso nos conceitos que não podem existir tipo felicidade. Uma pessoa que é feliz ad aeternum não pode ser normal, assim, no conceito geral de n-o-r-m-a-l-i-d-a-d-e! O que existem são momentos felizes e só! Olha, deveriam abolir a palavra felicidade do dicionário. Sério! E vida perfeita não existe também, o que existe é vida fodida em diferentes graus. Agora eu vou colocar aqui (com modificações e comentários nos parênteses) o que eu disse sobre vida perfeita quando disseram “idealize aqui a sua vida perfeita” (isso foi anteontem, aliás):
Vou dizer uma verdade bem crua (olha, eu não sei o que eu quis dizer com isso, verdade crua onde, meu Deus…?) aqui: eu não quero vida perfeita, eu não quero ter metade dos meus objetivos alcançados. Porque eu gosto é do momento, eu não faço planos futuros, a minha vida perfeita é essa mesmo, de agora, sabe, ferrada e fodida, dentro duma solidão sem fim onde eu me acho incompreendida e satisfeita (essa palavra eu substitui, olha, eu tinha colocado infeliz, mas aí vão pensar que eu sou uma depressiva sem futuro), com picos de alegria, onde eu choro baixinho vendo algum filme ridículo (comédias 80s). Sabe? Bem isso.
Aí, hoje eu penso que ficou muito revoltadinho isso aí e acrescento:
Ah, poxa, é que, olha… Eu bem queria estar com um amorzinho no futuro, tá. Um amorzinho que eu já idealizei direitinho mas eu não vou ficar dizendo aqui, porque vai que alguém se encaixa no perfil e eu vou ter que ter o meu amorzinho futuro agora, não é?

Continuando a série sobre conceitos impossíveis, eu vou encaixar aqui o fato de alguém realmente achar ba-ca-na se fantasiar de caipira e fazer um sotaque forçado e dançar quadrilha. Olha, eu fui numa festa junina, não lembro quando, vai… Mas eu fui numa festa junina tipo GLS. Hahaha! Uma coisa! Assim, uma coisa! Assim:
— Olha a cobra!
*pessoas do sexo masculino sentam no chão e levantam e sentam e…*
— Ai! É mentiiiiiiiiiiira!
— Ah…

Ai, foi muito engraçadinho, sabe… Uma gracinha. Um amorzinho. Uma coisinha! Uma fofurinha, sweet, sweet, sweet…

Parece que acharam o corpo do padre voador em Maricá. Mas alguém realmente acreditava que ele ainda não tinha atravessado a portinha pro céu (no sentido figurado e literal)? Olha, boa noite, bom domingo (se é que algum domingo pode ser bom), porque agora eu vou. Eu vou dançar um pouquinho.
Beijo.

3 comentários:

Nathália disse...

Coraçãozinho de diamante?
Só se for pelo valor, moranguinho. Porque pela "consistência" não é meeeesmo!

E até que enfim acharam o corpo do padre. Achei que ele tinha sido transladado.

Eu te amo, tá bom?
Moranguiiiinho *-*

raquel disse...

Só um comentário assim, depois me pediram (na verdade obrigaram) a minha pessoa a dizer qual era a idealização. Daí eu disse, né. Só que isso eu não coloco aqui meishshshshxxxxxxxxxmo.

jv disse...

dizem q uma pesquisa comprova que o céu do Rio é o mais azul do mundo. faz sentido...