sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Pierrot

Agora que estou com o mínimo de paciência, contarei minha ida a Bienal e não somente as frases soltas do post anterior. Não vou faz tempo, odeio o Riocentro com todas as forças que existem no meu ser. Odeio mais que pisar em barra de calça.

Caí da cama. Acordei. Esfreguei os olhos cinco vezes, sei lá. Olho no meu mais novo relógio vermelho e supercolorido e digital (apesar de amar analógicos e tudo o mais, mas relógio analógico não pode ser feliz e colorido, tem que ser tradicional e ranzinza, hm, preciso mandar consertar o meu): 8:30.

Só sei que o tempo passou escorregando e somente 9:30 eu tava lá. No metrô, perguntando pro guardinha como que fazia a integração praquele lugar. Sendo que eu demorei pra me arrumar uns 15 minutos, creio que o resto foi dividido entre o meu banho tipo flash e o meu café, que é a minha hora sagrada e demorada e blasé e clichê do dia.

— Não tem conexão direta com o Riocentro.
— Como assim não tem? Eu pego metrô todos os dias e todos os dias encheram o meu saco falando para eu ir a Bienal de metrô e metrô na superfícia e nãoseioquê.
— Veja bem. Você vai, desce na Siqueira ou em Del Castilho. De lá, você pega um ônibus e vai pra Alvorada. Da Alvorada você pega um outro ônibus que custa R$ 1,10 e tá tudo bem, ok?
— Tá.

Tá.

Em Del Caishxxhxhxhxhtilho, eu falei com o guardinha, muito mais simpático do que eu, que disse que eu deveria correr para pegar o último ônibus pertinho. E aí eu corri e não alcancei e olha que eu corro muitomuitomuito rápido, velocidade da luz, flash, etc. Peguei no xópim.

Estava eu, no ônibus, comendo batatinhas e tomando suquinho. Acabaram-se batatinhas e suquinho. Quando, olhando pro lado, uma menina apontou pra mim e riu. E riu mesmo, tipo, “olha aquela babaca!” e foi super nítido e ela tava olhando pra mim. Só pra mim. E a amiguinha dela também.

— Ju, tem alguma coisa na minha cara?
— Não.
— Eu estou feia?
— Você tá linda, querida.
— Tem alguma coisa no meu dente?
— Não.
— Tem alguma coisa de errado?
— Não.

Como eu sou muito madura, passei a desejar que o meu ônibus passasse pelo delas para eu dar o troco e, veja, passou. Então eu dei o troco na mesma moeda e ela ficou com cara de origami. Eu venci! Ha! Ha!

E eu pensando que ia ficar nisso o dia inteiro, mas aí o ônibus virou e fim de história. A Barra é um lugar de condomínios de luxo e tinha um lugar que era um prédio de cada cor primária.

Chegamos na Alvorada. Engraçado que na Alvorada tinha um lugar que vendia passagens para São Paulo, Campinas, Shereperetuz Santhuz, sabe… Haha, tipo “hm, opa, vamos a Bienal ou damos uma passadinha em São Paulo?” Chegamos na Bienal.

Muitos grupos escolares, muitos mesmo. E eu tenho pavor de grupos escolares, porque a maioria de gente de escola sempre foi, é e será escrota, gente que oprime e deixa pessoas tipo eu, assim.

Mas aí eu vi um grupo de escoteiros! E tinha um casal e eles tavam se beijando horrores, na grama, com aquele lenço. Se algum deles tivesse piscado pra mim, eu pensaria que é o Código Morse e não uma cantadinha básica.

Tudo muito caaaaro! Nossa! Um pastel R$ 4,00! Quatroreais. Obviamente não comi pastel. Comi croissant. Eu comi muitas coisas, na realidade.

Muita gente, muita efusividade (“Thalita! Noooooossa, olha a Thalita Rebouças! Que simpááática! ÓÓÓ, sou sua fããã!”), muito exagero e coisas que me fazem mal.

Mas aí eu vi uma família de pessoas vestidas de Mulher Maravilha. Não totalmente, mas com a tiara e os braceletes, sabe. De papelão. Que eles conseguiram em algum lugar-xis pelo qual não passei.

Tudo muito caro, nossa! Um cachorro-quente só pão-e-salsicha-e-cebola tava R$ 3,00. Obviamente não comi cachorro-quente. Comi crossaint maravilha, que era relativamente mais barato. Comi muitas coisas, na realidade.

Fui no tal Café Literário três vezes. Conclusões: a) A Ivana Arruda Leite sorriu pra mim e só pra mim e isso é uma coisa linda; b) Marcelino Freire é o cara mais legal do mundo e eu dei um abraço nele porque ele é o cara mais legal e eu nem fazia muita idéia, puta que pariu, cara mais legal do mundo e ele me lembra o cara que eu mais odeio; c) muito feio fumar num lugar fechado e matar todo mundo intochicado; d) conheci uma professora cujo nome é Cíntia e ela é muito bacana e ela é alguém na vida e ela é fofinha e leitora da Ivana e do Marcelino — que são meus amores, me pagou uma bebida e eu fiquei emocionada (depois eu fui ver que custava R$ 6,00 e me senti um lixo); e) me apaixonei umas seis vezes.

E aí eu fui ver o Zé Mayer. Só queria ver. E ele é a mesma coisa da TV e tem vozeirão grosso bonito. E um pescoço desagradável.

E o Paulo José que eu sempre achei bacana.

Não vejo diferença entre o Zé Mayer fazer par romântico com a Taís Araújo e o Paulo José também. Paposério.

E eu queria saber se eu tava na fila certa. Então, cutuquei o moço jovem alto e vistoso e coisa e tal. Só que eu tive a impressão de que alguma coisa caiu e olhei imediatamente para baixo e ele também. Haha, mesmo movimento. E foi bem rápido e engraçadinho. Ele se sentiu idiota.

Tadinho.

E eu vi o Ancelmo Góis! E ele perguntou como eu estava. ^^

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