domingo, 6 de setembro de 2009

S. Jorge

— Raquel, você não pode se deixar abater por causa de um problema de logística do metrô.
— Flor, eu não vou processar o metrô por causa de respingos de ar-condicionado que caem na minha blusa, ok?
— Mas, Raquel… imagina, isso é porque você está indo pra casa e chega daqui a três estações, mas, se você estivesse indo a Copacabana? Você chegaria encharcada lá. E se a blusa fosse branca? Você ficaria totalmente exposta. Constrangedor, Raquel. Não pode.

Tava pensando que amanhã eu ia trabalhar, analisar as pessoas… diz a meteorologia que amanhã fará frio. Presumo, porque disse que o tempo seria chuvoso. Chuva e calor é o tipo de combinação que me dá uma certa raiva. Combinação que me faz feliz é chuva, chuva tempestade dilúvio e frio. Ou um tanto frio para os padrões cariocas, com um sol de enfeite.

Aí eu lembrei que amanhã é feriado.

— Qual é o feriado é amanhã? É municipal?
— Raquel, não seja burra. Não é o feriado de São Jorge, como você está pensando. Sete de setembro, porra.
— Dia treze é o seu aniversário, né? Vou te fazer uma surpresa. Você vai ver. Você vai ver.

Amanhã é feriado. Hoje é domingo. Amanhã se estiver um tanto frio, colocarei minha camisa de lenhador, meu shortzinho e me encaminharei a praia. A praia mais próxima fica a mais ou menos sessenta minutos daqui. A pé, obviamente.

Tá. Me rendi de novo. Se alguém quiser me localizar, me encontro no número de telefone:

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