sábado, 2 de outubro de 2010

Ontem, enquanto conversava animadamente via MSN com a Anna de Brás Ilha, lembrei de uma conversa que tive há duas semanas, mais ou menos:
— Não sei se sou boa em alguma coisa, pelo menos nada que eu possa lembrar agora.
— Deixa disso, todo mundo é bom em alguma coisa.
— Isso parece mais uma frase de livro de auto-ajuda. E todo mundo sabe que essas frases de livro de auto-ajuda não ajudam porra nenhuma, além de que, normalmente, são mentiras descaradas e maquiadas para fazer as pessoas se sentir um pouco melhor.
— Conta, Raquel. Pode abrir o jogo, vai. Me fala uma coisa que você gosta de fazer e faz bem.
— Sexo.
— (…)
— Que foi? Foi a única coisa que me veio a mente.
— Ah… mas… putz, é que eu não esperava, pô, você me entendeu…
— Eu também sou uma exímia jogadora de xadrez.
— Xadrez? Você?
— Sim. Por que?
— Sei lá… é que, você é tão…
— Cara, veja bem: você é a pessoa mais certinha que eu conheço, que encanta todo mundo com o seu humor, que nunca fica nervosa ou triste ou com raiva, se bem que eu já te vi com raiva… mas é uma puta raiva contida, como de uma criança japonesa. Fora que, você inteligente pra caralho, bonita pra caralho… Vou inverter a pergunta, além de transformá-la em uma afirmação: alguma coisa de ruim você deve ter. E eu acho que você é ruim de cama.
— Isso você nunca vai saber.
— Não tenho tanta certeza disso.
— Nem eu.

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