sexta-feira, 14 de novembro de 2014

14 de novembro

Cheguei atrasada, suando um pouco devido ao nervosismo do meu atraso… porra, fazer o papel da noiva atrasada sempre pega mal, mas eu sou assim e cheguei sorrindo com o meu melhor sorriso, o mais sacana, doce… tudo ao mesmo tempo, tão linda e contraditória que sou.
— Oi!
— Dormiu comigo?
— Anh? Que?
— Pra você chegar desse jeito sem me dar um bom dia, você só pode ter dormido comigo.
— Ah… Nem me liguei, pegar o metrô de manhã me deixa amarga.
(Dormiu comigo?" Essa expressão é incrível, nunca tinha ouvido ela antes… vou passar a aplicá-la no meu dia-a-dia como um indicativo do desprovimento de educação básica da pessoa... oops, mas eu tive conhecimento da mesma em primeiro lugar porque eu não dei bom dia, né? Mas o meu olhar e sorriso falam por mim, não preciso ficar dando bom dia porra nenhuma)
— E qual é a sua história fenomenal no metrô de hoje?
— Nenhuma. Só que tá foda. Porra, tá foda pra caralho. Não suporto pegar ônibus em horários de pico porque aparentemente há uma franquia do filme Velozes e Furiosos - Edição Transporte Público Alegria de Ser Carioca que está sendo rodada, sabia? Assim que você calmamente entra e se ajeita no ônibus, o motorista dá uma bela arrancada a sei lá quantos km/h fazendo com que você caia de alguma maneira bem constrangedora… talvez pela roleta ou em outros passageiros. Já o metrô faz uma parada de uns 5 minutos entre a Praça Onze e Central, só que esse trecho onde ficamos parados é em uma curva e é muito desconfortável ficar em pé porque o vagão fica meio torto, diria que a uns 25º do chão de inclinação, de modo que você sente que vai cair pra direita. O desconforto em si de se equilibrar já é desagradável, mas ficar socada com aquele monte de gente durante minutos é porra-sei-lá, claustrofóbico pra dizer o mínimo.
— Você reclama demais.
— Eu sei.
— Senti sua falta.

Nenhum comentário: