segunda-feira, 30 de abril de 2007

Amor ao próximo (literalmente)

Todo mundo sabe que eu adoro reclamar dos meus vizinhos. Mas por que eles não gostam de mim, meu Deus? Eu moro aqui há três (três?), acho que é seis, bom, três-seis meses e por que eles me odeiam? Hein? Por que eles não me dão “Bom dia!”? É insensibilidade? Como é? Por que a gente não pode se amar? God, esses vizinhos vão me deixar em depressão. A única coisa que eu quero fazer é me acabar de ver Maria do Bairro, Maria da Cidade, Maria do Estado porque só As Marias sabem o que é o verdadeiro amor sem ódio no coração, quer dizer, as vilãs se entregam desenfreadamente a paixão e depois de serem rejeitadas passam a adubar todos os dias um ódiozinho e tal. Ai, que piegas. Mas é isso, novelas mexicanas são piegas e eu estou me sentindo verdadeiramente piegas decorrente da rejeição das pessoas que moram aqui, dos vizinhos, viva a minha pieguice! Eles não gostam de Hits-Globo 80s? A gente pode dançar! Eles não gostam de fazer sopões vegetarianos para os convidados da festa? Eu adoro sopão vegetariano! (tá, essa parte do sopão eu inventei) “Solte suas feras, caia na gandaia, entre nessa festa… Me leve com você-êêê no seu sonho mais louououououououououucoooo…” Sou uma pessoa carente de amor e carinho por parte dos meus vizinhos. E amigos… e pessoas que eu conheço… E desconhecidos… e cãezinhos nas ruas… :'(

12:24 p.m

São 12:24 p.m. e nesse momento eu estou com raiva do mundo.

Casamento nada mais é que uma aliança comercial que as pessoas tentam ilustrar de uma forma que pareça algo romântico. Sabe o que é realmente romântico? É alguém te obrigar a deitar no asfalto pra ver o céu e as estrelas.

Hoje trombei com uma garota, coitada. Não sei porque ela não me deu uma surra, ela tinha uma cara de que dava surra em garotas distraídas INFPs esbarronas. Acho que foi porque aquela queda (decorrente da colisão) deve ter feito a pobrezinha sentir dores absurdas, impossibilitando-a de me surrar.
Ah, mas foi engraçado! Agora é engraçado! Eu vendo a cena em slow-motion. Eu andando, distraída, cantando, pensando, falando, sozinha, no mundo da lua… BUM! Um ser humano em baixo de minha pessoa com uma cara indescritível. Ficou toda vermelha, como uma criança que cai ao correr.

Uma vez, eu pensei, mesmo que por um milésimo de segundo “Não são idéias, revoluções, nem rock and roll que vai me dar dinheiro, porra!”, sabe quando foi isso? Quando eu tinha 9 anos depois de ser indagada sobre o que eu queria fazer da minha vida. Depois desse milésimo de segundo eu pensei “Foda-se!” e comecei a rir sozinha. É lógico que eu pensei “foda-se” porque o que faz meus olhinhos brilharem? Idéias, revoluções e rock and roll.
Meus olhinhos não brilham quando eu penso que deveria fazer o que a minha mãe quer.
Apresento-lhes, Raquel, médica-doutora-e-o-caralho-a-quatro, casada, dois lindos filhos. Família muito bem estruturada.
Que porra é essa, meu Deus? Se eu achasse bonito a “vida balzaquiana de ser” eu seria igual a minha mãe que odeia tudo o que eu amo e ama tudo que eu odeio.
Eu posso ser aquele tipo de pessoa fodida que faz algo que gosta, não tem dinheiro, vive de coisas baratas. Eu não me importo. Imagina se eu digo tudo isso pra minha mãe? Dona Elisabete? Levo uma surra de gato molhado.
Tá, mas eu sou uma filha da puta mesmo.
Filha da puta no bom sentido, afinal, eu não sou indiferente, eu sinto a futilidade das pessoas, eu sinto o desprezo delas pelos detalhes, eu sinto essa alienação absurda, eu sinto o desprezo que elas tem pelo pouco que é muito, pelo tudo que nada é e pelo nada que é tudo. Já deu pra entender que eu sou sensível e atenta as coisas a minha vida, certo?
Isso que me emputece! Bando de gente que não tem chão pra cair morto e as pessoas alienadas a realidade.
Isso parece discurso de punk acomodado que não tem o que fazer. Não. Eu realmente acredito em tudo aquilo que eu digo. :)

Raquel acorda todas as manhãs e vai trabalhar. Pega o Metrô cheio de corpos suados. Não pede licença, educadamente empurra todos, afinal, educação de manhã é quase impossível; sente corpos em volta ao seu, enquanto tem essa sensação ela fecha os olhos e pensa na vida feliz e realizada, doutora e o caralho a quatro que tem. Uma boa vida, cheia da grana, cheia dos gueri-gueri… mas ela trabalha all the time e não tem tempo pra curtir a grana. Vai tudo pras contas, pros gueri-gueri que ela não usufrui, isso e aquilo… Ela fica pensando naquilo, nas coisas lindas. Saí do Metrô e trabalha, trabalha, trabalha. Volta pra casa, dorme e no dia seguinte acorda. E essa rotina se repete robóticamente por uma semana. Esse é o mundo particular dela e ninguém se importa.
O fim da sua semana robótica foi marcada por apenas um fato, inesperado e justamente por isso fez diferente.
Ela caiu e se quebrou toda. E recebeu vários xingamentos de pessoas desconhecidas. Ela não podia ficar ali deitada com cara de gente que se quebrou toda, né, moça? Afinal a vida tem que continuar.

sábado, 28 de abril de 2007

Ingrid

Trabalho numa sala enoooorme de um estabelecimento comercial, tão grande que tem mais dois escritórios dentro da mesma sala. Ao lado da sala 1, tem a sala 2 do Porfírio e o Porfírio (sim, esse é o nome dele) tem uma secretária chamada Ingrid. Pra falar a verdade não sei porra nenhuma sobre ela. Só sei que seu nome é Ingrid e conheço a cara dela. Mas não pude deixar de notar um comportamento que de primeiro encontro assusta qualquer um: não sei se ela treina no espelho… se é natural… se é forçado. Mas ela fala tudo sensualmente. Hahahaha! Tipo tele-sexo! É incrível! De primeiro encontro fiquei muito aterrorizada, mas depois vi que ela era sensual com todo mundo, TODO MUNDO! ALL THE TIME! Nossa, é muito tosco, parece que ela tendo um orgasmo enquanto fala! —Mas, eããnnn doutoaãããnrrrr…

Como pode isso? Ela treina, não é possível que isso seja natural! E é muito engraçado porque… sei lá, ela parece que não está bem da cabeça e convenhamos, alguém com voz de orgasmo tele-sexo sedutora — pode me ligar porque o sexo é delivery — é muito, muito… esquisito. Tem que ver! Será que eu consigo? — Óóólhãn, o doutour Porfifirioõn não estááárrr... Quer deixar um... recadjenho?

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Julianna Sensibilidade Câmera Hip Hip Urra

A novidade é que a minha câmera de 1.0 megapixel quebrou pra sempre. Coincidentemente uma câmera que eu havia pedido para minha tia devolver (há dois anos atrás) chegou. Ela está precisando é de um óleo de peroba! Menos cara de pau impossível. A novidade é que a câmera não é digital, é antiga pra caralho, mas está em ótimo estado e tem um flash externo.
Dêem boas vindas a mais nova integrante da minha estante, dona Yashica 2000N com flash externo, 50mm 1:6.3

Julianna: Como pôde perceber toda a delicadeza da frase? Você não é sensível.
Eu: Eu sou sensível sim! Se bem que as coisas não tem ficado muito propícias pra isso… Mas, caramba… Eu sinto o desprezo das pessoas pelos detalhes, eu sinto a futilidade do ser humano, o amor pelo nada que é tudo e vice-versa. Eu sou sensível sim! Eu sinto o pessimismo do mundo!
Eu poderia ficar horas e horas a fio escrevendo sobre essas coisas que não se podem ver e nem pegar: só sentir.
Profundo isso. Eu me sinto contaminada pelos insensíveis, anestesiados a realidade…
Porra, eu sou sensível sim! Quem disse que não?
Julianna: Existe uma grande diferença entre sensibilidade e falta do que fazer, minha cara!


Dá pra crer nisso? Puta guria insensível a Julianna.

O Davi disse que ama porque eu o coloquei como mediador da minha comunidade do Thom Yorke (meu diabinho, amor da minha vida, nunca se esqueça que eu te amo). Bom, pelo menos alguém me ama nessa vida né… O Davi.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

“Mais uma de amor”

— Você me ama?
— Sim.
— Mesmo?
— Mesmo!
— Então beija o meu cu.
— Que?

Alguém conhece um filme chamado "O Padre"? É muito foda. É assim — tem um padrezinho. Um dia ele pensa “Foda-se!”. Coloca uma jaqueta de couro, entra em um bar e beija um bonitão.

Nota: Juliana me chamou pra sair. Disse o nome do lugar. Já conhecia. Recusei. Todo mundo lá tem aquele ar de “sou-muito-melhor-que-você”.

Nota²: Há alguns dias, no meu último encontro aleatório com o Jean aconteceu um fato muito bizarro. Eu estava dentro do vagão do metrô. Sei lá, as portas portas começaram a abrir e fechar na Central. Todo mundo com aquela cara indescritível.
Bom, aí chegou um super-macho, abriu a porta aí todo mundo saiu. Assim, sem saber de nada.
Incrível!

sábado, 21 de abril de 2007

Camiseta: I Love You!

— Moça…
— …
— Moça.
— …
— MOÇA!
— Sim?
— Queria te dizer uma coisa.
— Diga.
— Essa sua camiseta…
— Que que tem?
— Está escrito "I Love You!!!".
— E daí?
— E daí que eu estou me sentindo emocionalmente estuprada por ela.
— Hã?
— Não me sinto a vontade com uma pessoa dizendo indiretamente que me ama. Entende?
— Hã?
— Esquece.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Rotina

6:20 Raquel acorda na hora que devia estar saindo de casa.
6:25 Raquel no banho.
6:40 Raquel sai do banho.
7:15 Raquel arruma o cabelo.
7:29 Raquel se arruma.
7:50 Raquel pega Metrô.
8:04 Raquel é barrada no colégio, porque a entrada de segundo tempo é 8:00.
8:15 Raquel pega Metrô.
8:20 Raquel salta do Metrô.
9:20 Raquel quebra o guarda chuva.
9:23 Raquel ensopada.
9:24 Raquel leva um chuveirada de um carro que passa rápido.
9:25 Raquel tropeça e pisa na água.
9:26 Raquel tropeça novamente e deixa folhas caírem no chão
9:29 Raquel chega em casa.

Hoje eu me encontrava descendo as escadas do Metrô e uma doce e suave senhorinha pairava na minha frente. Que vontade de atirar ela da escada! Quase incontrolável! Meu instinto assassino!

Perdi o trem, quando cheguei na plataforma. Deixa pra lá. Mas ela parou exatamente na minha frente. Ai, que vontade de joga-la nos trilhos! Não gosto de pessoas com movimentos lentos.

Um fatalidade que aconteceu ontem:
Gentil senhora abre a porta do elevador pra mim.

— Obrigado.
— Obrigado é o caralho!
— Que?
— Por que você não abriu a porta pra mim, porra?
— Calma, a senhora não deixou e eu estava com as mãos ocupadas.
— Você é muito mal-educada mesmo…
— Desculpa.
— Puta que pariu, gente mal-educada é foda!

* Raquel sai.
* Ouve-se vizinha falando horrores da até sua então desconhecida vizinha de baixo.

domingo, 15 de abril de 2007

O Recado na Porta

Recado na porta
“Meu benzinho,
não traga pessoas sujas para nosso ex-ninho de amor.
Beijos,”

Normalmente o amor, os relacionamentos em geral começam com grandes palavras, continuam com palavrinhas e terminam com palavrões.

Li isso no Wikiquote, quer dizer, O Recado da Porta fui eu que inventei.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Leia-me

Cá estou eu.

Tenho uma xícara de café ao meu lado, na minha frente o teclado e o monitor, do meu lado direito tem um livro de psicanálise (não que eu goste de psicanálise, mas ela me inspira escrever coisas estranhas e surreais), do meu lado esquerdo, ao lado do café, vejamos, tenho umas folhas com umas coisas que eu escrevi (e que nunca vou postar em lugar algum, coisas minhas), em cima da minha cabeça tem a lâmpada que ilumina a minha cabeça e pensamentos. Meu cabelo está até que arrumadinho.

Estou trajando apenas uma calcinha de oncinha surrada (sério), presente da minha mãe, uma camisetinha (com mangas) de bandinha, sentindo um calor do diabo. Rio de Janeiro é isso. Brasil é isso, lugar tropical que tanto me decepciona mas eu amo assim mesmo e ainda quero fugir.
Eu vejo a minhas pernas, eu vejo os meus braços, a minha barriga e penso que vou tomar banho daqui a pouco. Comecei a escrever e desenhar em mim mesma.
Eu sempre faço isso quando estou só de calcinha.

Essa sou eu. :)

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Café da Broadway

Às vezes eu não sei… Sei lá. Sei lá. Hoje fui ao escritório e encontrei minha nova amiguinha. Again. — Olá, garota da Broadway. — Um dia você me verá lá. — Vem cá, dá pra você pegar um cafézinho ali? — Oitava é? — Oitava o quê? — Café. Oitava xícara. — Nem tomei ainda. Estou com vergonha de pedir a seu tio com moral pra falar coisas bonitas. —Tio, pega um café pra ela, por favor. — Ah, como você é fofinha. — Sim, uma nuvem. Estou com vontade de cantar músicas bonitinhas com rimas perfeitas que falam dos mais puros sentimentos. Oh, God. Isso é normal, doutor?

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Moça do Escritório

Daí chegou uma moça bonitinha, com uns óculos bonitinhos, magrinha, inha, com humor sarcástico e irônico.

— Você é bonita. As pessoas bonitas tem mais oportunidades no mercado de trabalho. — Obrigado! Que bonito isso que você falou! Fala mais sobre aparência. Tô anotando “As pessoas bonitas...” — É isso, né. Só existe uma coisa que tira a beleza do topo na hora de uma entrevista. É a criatividade, o quão fascinante a pessoa é. Se a pessoa é fascinante ela não precisa ser bonita. — Nossa, o senhor deveria ser presidente. — Eu? Por quê? — Porque o senhor tem uma uma “moral” pra falar sobre essas coisas. Parece ser sério e ter convicção no que diz. — É! — Que vontade de escrever um livro com essas frases, até até estou vendo “Dez métodos para qualquer pessoa se apaixonar por você…”, “Conquiste a vida profissional que sempre sonhou”. Alguém leu o jornal aqui? — Raquel: Eu! Eu li! Um cara foi preso porque tentou marcar um assassinato de um garotinho inocente pela internet. Só que pegaram. —Pega aqui o café. E o que é essa foto? Que idiota, tiram a foto de um cara com um facão dentro da cela de prisão e põem no Orkut. — Totalmente no-sense. Ei, restou café aí? — Sim, sim. Olha só (folheando o jornal) sobre Broadway… — É o sonho de qualquer um trabalhar na Broadway, sabe, dançar… — Ah é? — É sim. — Pois então, vamos ler aqui as historinhas… Nossa, eu estou com cheiro de xerox e você de café. — Eu sei, obrigado de qualquer maneira. Estou saindo. Já me vou, foi bom conhecê-la. Moça, lembre-se: “As pessoas bonitas tem mais chances no mercado e você é bonita”. — Se olhe no espelho: você é bonita também. No espelho do mar, porque nesses aí a gente só vê coisa que não quer. — Que poético. Eu saí e torrei minha grana com vinis. Exatamente 2. Um do Elvis Présli (como disse o vendedor) e "Esse aí é bom também" (vulgo Simon and Garfunkel - Bridged Over Trouble Water). Tudo isso porque a gente não se conhecia e nunca tínhamos nos visto na vida. Às vezes acho que a minha timidez exagerada que atrapalha o meu dia-a-dia, às vezes, some.

domingo, 8 de abril de 2007

Thom Yorke

Nunca falei sobre música e cantores e bandas e etc com ninguém. Quer dizer, eu não costumo falar... Eu costumo dizer que gosto e ponto e não faço comentários a respeito e não vai ser diferente.
Mas eu tenho que dizer… puta que pariu, como eu gosto do Thom Yorke. Ele é diferente, tem olhos tortos, o diabo… Mas eu gosto dele, eu amo ele. Acho que beleza só atrapalha, se eu gostasse de gente bonita (beleza indiscutível, digo) amaria Backstreet Boys, ainda existe essa porra? Gente bonita demais, ou pop demais tipo Britney Spears, Anti-Cristo, Justin Timberlakeqwemeoqk Sexyback não costuma ter nada na cabeça.
Gente tosca. Mas eu gosto do Thom Yorke, não porque ele é feio (feiúra é relativa, ele é lindo), mas porque eu gosto. Aquela voz que invade a alma e nos deixa hipnotizados, quase babando. Admiro ele, aquela sensibilidade, terror, dor, ódio, amor na voz. Queria poder olhar pra ele, assim, o dia todo, eu poderia fazer isso, olhar pra ele, ouvi-lo falar, aspirar o ar… Tudo muito simples. Thom Yorke, eu te amo e a puta que pariu. Me ajuda Thom Yorke do Radiohead! Eu preciso, eu preciso, eu preciso, eu preciso!



Esse é o Thom Yorke. Meu psicólogo pessoal.

sábado, 7 de abril de 2007

Dia

Eu fui dormir 3 horas da manhã e acordei às 14 e agora são 17. Portanto estou acordada a pouco tempo e meu dia não tem nada de interessante. Eu comi panquecas e cá estou. Gente, o dia tá acabando! Enfim o que eu queria dizer é que o meu nariz tá doendo e eu parece que levei um soco.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Alienígina

Há uma hora atrás eu estava na Arco-Verde esperando o Metrô feliz.
Aí tinha uma sei lá, mulher do meu lado.
Pegamos o mesmo vagão.
Imediatamente ela sacou um espelho e se maquiou toda. Ela soltou o cabelo e balançou. Naqueles filmes americanos em que a garota tira o capacete depois de chegar em uma moto.
Foi assim mesmo.
Aí entrou um cara que tinha o queixo enorme, eles ficaram se semi-comendo. Como que ele (que eu presumo ser seu namorado) conseguiu achar o vagão que ela estava? Como que alguém marca com alguém num vagão do Metrô? Ridículo.
Será que foi tipo uma "atração fatal"? Tipo vê, sente um tesão recíproco incontrolável e pãn?
Bem, eu conheci um velho que faz cover de Jimi Hendrix.

Cala a boca, o Bial tá falando coisas bonitas.

Terça-feira, final do BBB 7, na hora de dizer quem é que ia ganhar.
—Aí.
—Cala a boca. O Bial está falando coisas bonitas.

Eu estava dançando loucamente 1990s, You Made Me Like It quando eu olho pro lado, a janela estava aberta e a vizinha com cara de paisagem, foi bem constrangedor, tão ligados? Horrível.
Mas o que eu ia fazer? Os manos de Glasgow são de enlouquecer, impossível ficar parado (assim parece que eu estou falando de safadõez em micareta).
Parece que é futilidade, mas eu PRECISO, EU NECESSITO de roupas! Alguém pode me doar? Qualquer coisa. Sério mesmo, estou sobrevivendo há 2 anos com 5 camisetas, 3 são iguais (mudam apenas a cor) a outra é diferente das 3 e a outra eu não lembro como que é e eu nem uso mais, 3 calças, sendo que uma era mega froooooooooouuuuuuuxaaaaaa aí eu mandei apertar e mesmo assim continua frouxona. Tudo isso porque eu não tenho dinheiro pra comprar, mas gente, está uma decadência só!
Mas também, eu sou chata pra caralho, eu mereço.

Não agüento mais ouvir a versão instrumental de atirei-o-pau-no-gato-to que a vizinha coloca pelo menos 9 horas por dia, no último volume de 5 dias pra cá, é horrível.
Eu vou matar essa vizinha, eu vou degolar ela, eu vou enfiar uma faca nela, eu vou comer o cérebro dela com colherzinha de sobremesa. Ela fica atiçando esse meu desejo de matar alguém com essa música horrível.

Eu nunca me apresentei formalmente aqui né?
Então gente, prazer, meu nome é Raquel, eu sou disléxica, tenho TOC, depressão, fobia, hiperatividade (mental, física), reclamo pra caralho, sou chata, estudante, minha família é religiosa, eu não sei me expressar, eu tenho dificuldade pra organizar idéias, eu sou desorganizada, eu danço estranhamente, eu tenho hábitos estanhos, medo do escuro, insônia, resido no Rio de Janeiro, não tenho câmera, adoro falar, adoro escrever, todo mundo fala que as minhas músicas são umas merdas, que a minha voz é feia, e ninguém quer fazer banda comigo, eu sou usurpadora, eu sou estranha, eu não presto, eu sou ácida, eu sou horrível, eu sou gorda, além de que eu não tenho vida social, sou prepotente, egoísta, tímida, anti-social, chata demais, dramática demais, idiota demais, chata demais (de novo), por que eu estou escrevendo tudo isso? Porque deu vontade de fazer uma auto-análise assim...

É sexta a noite e eu estou em casa a noite toda, e ninguém gosta de mim por que sou um fracassada, tudo será do meu jeito um dia com... cm jnj sldkfnalkdnald a eu sou ch, ch ch ch ch chc chc ch chchchchchchc… and nobody likes me becausei i'm a loser, oh i'm loser, loser, loser, loser.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Caixa de bombons

Por que as pessoas colocam Deus em tudo? Fique com Deus, Deus te abençoe, porque Deus quis, se Deus quiser… Às vezes, a gente fala só por falar mesmo. Mas gente, é uma obsessão!
Enfim, minha mãe viajou hoje, especificamente há uma hora atrás ela foi pro aeroporto Galeão e vai ficar um mês fora!
Ela deixou exatamente 20 reais pra eu me virar e muita, mas muiiiiita comida! Tudo bem, ainda tô viva. Hoje teve amigo-oculto-chocolate no meu curso de ingrês, eu ganhei um bem vagabundo, segundo a pessoa que me tirou:
— Well, my secret friend is a girl. She is "tall", lazy and freak and… *vira pro lado
“cochicha”: como que eu digo que ela é esquisitona do rock?

Quem me conhece sabe que eu tenho muiiiitooooooooooooos livros, a maioria eu não li ainda porque eram do meu tio que me deu. Revirando achei um dos meus livros preferidos, O Analista de Bagé (do Veríssimo)! Gente, eu li esse livro pela última vez em 2005!
Dando uma reviradinha eu li uma história que realmente reflete a minha relação Eu vs. Família.
Raquel é o assunto dos jantares, Raquel é julgada (frisa isso, mas frisa bem, frisa pra caralho), Raquel é alvo de comentários. A família da Raquel é hipócrita e eu não sei porque estou me referindo na 3ª pessoa.

O Nariz

Era um dentista, respeitadíssimo. Com seus quarenta e poucos anos, uma filha quase na faculdade. Um homem sério, sóbrio, sem opiniões surpreendentes mas uma sólida reputação como profissional e cidadão. Um dia, apareceu em casa com um nariz postiço. Passado o susto, a mulher e a filha sorriram com fingida tolerância. Era um daqueles narizes de borracha com óculos de aros pretos, sobrancelhas e bigodes que fazem a pessoa ficar parecida com o Groucho Marx. Mas o nosso dentista não estava imitando o Groucho Marx. Sentou-se à mesa do almoço – sempre almoçava em casa – com a retidão costumeira, quieto e algo distraído. Mas com um nariz postiço.
- O que é isso? – perguntou a mulher depois da salada, sorrindo menos.
- Isso o quê?
- Esse nariz.
- Ah. Vi numa vitrina, entrei e comprei.
- Logo você, papai...
Depois do almoço, ele foi recostar-se no sofá da sala, como fazia todos os dias. A mulher impacientou-se.
- Tire esse negócio.
- Por quê?
- Brincadeira tem hora.
- Mas isto não é brincadeira.
Sesteou com o nariz de borracha para o alto. Depois de meia hora, levantou-se e dirigiu-se para a porta. A mulher o interpelou.
- Aonde é que você vai?
- Como, aonde é que eu vou? Vou voltar para o consultório.
- Mas com esse nariz?
- Eu não compreendo você – disse ele, olhando-a com censura através dos aros sem lentes. – Se fosse uma gravata nova você não diria nada. Só porque é um nariz...
- Pense nos vizinhos. Pense nos cliente.
Os clientes, realmente, não compreenderam o nariz de borracha. Deram risadas (“Logo o senhor, doutor...”) fizeram perguntas, mas terminaram a consulta intrigados e saíram do consultório com dúvidas.
- Ele enlouqueceu?
- Não sei – respondia a recepcionista, que trabalhava com ele há 15 anos. – Nunca vi ele assim. Naquela noite ele tomou seu chuveiro, como fazia sempre antes de dormir. Depois vestiu o pijama e o nariz postiço e foi se deitar.
- Você vai usar esse nariz na cama? – perguntou a mulher.
- Vou. Aliás, não vou mais tirar esse nariz.
- Mas, por quê?
- Por quê não?
Dormiu logo. A mulher passou metade da noite olhando para o nariz de borracha. De madrugada começou a chorar baixinho. Ele enlouquecera. Era isto. Tudo estava acabado. Uma carreira brilhante, uma reputação, um nome, uma família perfeita, tudo trocado por um nariz postiço.

- Papai...
- Sim, minha filha.
- Podemos conversar?
- Claro que podemos.
- É sobre esse nariz...
- O meu nariz outra vez? Mas vocês só pensam nisso?
- Papai, como é que nós não vamos pensar? De uma hora para outra um homem como você resolve andar de nariz postiço e não quer que ninguém note?
- O nariz é meu e vou continuar a usar.
- Mas, por que, papai? Você não se dá conta de que se transformou no palhaço do prédio? Eu não posso mais encarar os vizinhos, de vergonha. A mamãe não tem mais vida social.
- Não tem porque não quer...
- Como é que ela vai sair na rua com um homem de nariz postiço?
- Mas não sou “um homem”. Sou eu. O marido dela. O seu pai. Continuo o mesmo homem. Um nariz de borracha não faz nenhuma diferença.
- Se não faz nenhuma diferença, então por que usar?
- Se não faz diferença, porque não usar?
- Mas, mas...
- Minha filha...
- Chega! Não quero mais conversar. Você não é mais meu pai!

A mulher e a filha saíram de casa. Ele perdeu todos os clientes. A recepcionista, que trabalhava com ele há 15 anos, pediu demissão. Não sabia o que esperar de um homem que usava nariz postiço. Evitava aproximar-se dele. Mandou o pedido de demissão pelo correio. Os amigos mais chegados, numa última tentativa de salvar sua reputação, o convenceram a consultar um psiquiatra.
- Você vai concordar – disse o psiquiatra, depois de concluir que não havia nada de errado com ele – que seu comportamento é um pouco estranho...
- Estranho é o comportamento dos outros! – disse ele. – Eu continuo o mesmo. Noventa e dois por cento de meu corpo continua o que era antes. Não mudei a maneira de vestir, nem de pensar, nem de me comportar, Continuo sendo um ótimo dentista, um bom marido, bom pai, contribuinte, sócio do Fluminense, tudo como era antes.
- Mas as pessoas repudiam todo o resto por causa deste nariz. Um simples nariz de borracha. Quer dizer que eu não sou eu, eu sou o meu nariz?
- É... – disse o psiquiatra. – Talvez você tenha razão...
O que é que você acha, leitor? Ele tem razão? Seja como for, não se entregou. Continua a usar nariz postiço. Porque agora não é mais uma questão de nariz. Agora é uma questão de princípios.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Destilando Amor

Estreou essa semana no SBT “Destilando Amor”! Incrível, não? Eu também achei. É impressionante!Tenho certeza que nesse momento todas as televisões do inferno estão sintonizadas nessa novela! Esse é o tal remake que a Juliana disse que fizeram da novela da Gaivota (Café com Aroma de Mulher e se fosse ao contrário? Mulher com aroma de café?!).


Gaivota que voa longe, voa tão alto,
Gaivota que sempre voa atrás de um alvo,
Nunca desista, Gaivota triste, siga seu canto,
Siga seu canto, que eu te encontro em outro lugar,

Estava escrito que o mal de amor, em sua alma, deixasse a dor,
Ingrato amor, cortou suas asas,
Ingrato amor, levou seus sonhos...

Estava estava escrito que o mal de amor, em sua alma,deixasse a dor,
Ingrato amor, cortou suas asas,
ingrato amor, levou seus sonhos..

Um dia essa gaivota que eu vi passar,
a solidão em suas asas eu vi levar.
Triste Gaivota, calou seu canto, deixou seu ninho
me deixou sozinho,
Triste Gaivota, que eu vi passar.

Estava escrito que o mal de amor, em sua alma deixasse a dor,
Ingrato amor, cortou suas asas,
Ingrato amor, levou seus sonhos...

Estava escrito que o mal de amor, em sua alma deixasse a dor,
Ingrato amor, cortou suas asas,
Ingrato amor,levou seus sonhos...

Ingrato amor cortou suas asas,
Ingrato amor cortou seus sonhos…


Em suma: É, gente, SBT sempre se superando (frisar isso).

segunda-feira, 2 de abril de 2007

E se um ônibus de dois andares matar nós dois?

Escondam toda a melancolia embaixo dos tapetes: vou contar uma história.
Ela pode ser fictícia, ela pode ser baseada em alguma coisa, tanto faz.
Vou contar em primeira pessoa porque eu adoro a primeira pessoa e acho ela um tanto divertida.

Ele era afim de mim. Um dia conversamos sobre frutas broxantes (mangas e caquis). Aí a gente brigou e nunca mais se falou. Fim.

Anos depois, em um tédio entrei no ICQ (I seek you, lembram?) e eu ainda tinha aquele nick bizarro. Conversamos. Continuamos o nosso papo complexo de mangas e caquis (“Imagina, ela chupando a manga e você todo excitado? Impossível. E caqui? Pior ainda!”). Ficamos muito amigos novamente. Muito amigos. Muito amigos. Começamos a namorar. É isso. Namoros costumam estragar amizades — sempre é assim.

Não há uma igreja do Rio de Janeiro em que nós não tenhamos “brincado de casamento”.
Entrar em uma igreja vazia, ir no altar e dar beijo de filme americano. Igreja foi feita pra casar, não é?

Um dia fomos fomos a uma Sessão de Descarrego baixar a Pomba-Gira, o Pai-Preto: tudo de mentirinha. Um dia qualquer um explico isso direito.

Praia de Ipanema. 23/03/2007. 2 da manhã. Metrô fechado. Nenhum ônibus passando. Cara, amor é alguém te obrigar a deitar na areia pra ficar olhando o céu, ou a água, ou o movimento. Não lembro mais também.
— Acho que isso aqui vai quebrar.
— Mas estamos na areia.
— Então porque meu pé está molhado?
— Porque a gente está com o pé… com o pé na água. E deitados na areia.
— Nossa.
—Você conhece alguma constelação, sei lá?!
— Conheço sim, tá vendo aquelas estrelas ali? Entonces, aquelas ali fazem parte da Corrente Nebulosa de Andrômeda.
— Isso não é um golpe dos Cavaleiros do Zodíaco?
— É sim… mas é que eu não conheço nenhuma… posso te dizer uma coisa? Normalmente eu acharia uma garota com pés molhados, camiseta e cabelos cheios de areia muito engraçado… Mas você fica linda assim, assim, cheia de areia.

Nos levantamos. Minha camiseta estava muito… muito fodida. Fomos andando para a casa dele. Quarenta e cinco minutos. 3 da manhã.
— Dorme na minha casa já que você mora tãããooooooo longe e não tem como voltar…
Se você quiser eu te dou minha camiseta enorme.
Aí ele sorriu sarcásticamente e completou — do Blind Guardian.
— Camiseta de bandinha? E do Blind Guardian ainda? Nem fodendo eu uso isso. Eca!
— Era do meu tio bêbado e roqueiro que morreu de AIDS na mesma época que o Cazuza.
— Puta que pariu, passa aí!

Maior mico da minha vida. Eu, com camisetinha do Blind Guardian. Por favor, me dêem um tiro, façam lobotomia em mim, levem meu fígado de brinde, roubem meu rim, coloquem lentes de contato azuis em mim. Me façam esquecer. Que vergonha! Vergonha que eu tenho até hoje.

Não trepamos porque trepar é matéria de quarta série, quando você vê um pau enorme na pág. 46. Ele me dá Halls no Dia dos Namorados.

O pai dele era praticamente um maníaco sexual. Falava de sexo o tempo inteiro. Não se opunha ao nosso lindo e belíssimo relacionamento. Acho que é porque eu estraguei tudo, fui conhecer a mãe dele. Na porta da casa dele, ele pára e se vira pra mim e diz:
— Guria, eu quero que você estrague a minha vida. Fala a verdade nua e crua.
— Sem inventar nada?
— É!

Entramos. Ele nos deixa sozinhas. Mãe dele e eu.
— E aí?
— Aí o quê?
— Qual é o seu nome?
— Raquel.
— Hm.
(silêncio constrangedor)

— Como se conheceram?
— Ah, foi numa boate, há quatro meses.
— Hmrmm… e a amizade começou logo assim de primeira?
— É! Depois nos apaixonamos. Foi lindo.
- Quê?
— Ah!
(sorri)
— A senhora não sabe? A gente namora.

Aí ela começou a tossir. Lógico que não queria que seu querido filho me namorasse, oras pois. Uma garota do cabelo vermelho e com a cara furada, cheia dos metais, cheia dos nhémnhémnhém, das roupa esquisita. Até que meu amorzinho, que até então estava no seu quarto, aparece.

— O que aconteceu?
— Ah, ela ficou assim depois que eu disse que nós namorávamos.
(aí ele sorriu. Putz, lindo sorriso)

— Você não acha que o meu filhinho deveria cortar o cabelo? Assim os vizinhos vão pensar que você é viado, filho! E você? Por que não anda mais feminina, minha filha?
— Mãe, eu gosto gosto do meu cabelo assim e eu gosto dela assim.


— Foi um grande prazer em conhecê-la.
Aí eu dei dois beijinhos nela e me mandei.

Semana passada ele me deu uma pelúcia. E essa pelúcia será nosso filho adotivo. Ainda estamos procurando nossos traços nele e em seu irmão que é três dias mais velho. É uma madeira com um sorriso que nós fizemos de canetinha. Se chama Plank. Anteontem recebi um bilhete: “Eu não quero mentir. E eu estou a fim de dizer a verdade. Então é isso. Acabou. Te amo muito. Beijos”. Aí eu fui prestar contas, conversamos. E depois começamos a discutir por uma coisa banal que eu nem lembro mais. Aí ele disse lindas palavras, como “vai se ferrar” e eu retribui com um “vai pro inferno!”. Mas ele que terminou.
Aí eu fui pra um bar beber e chorar no ombro de um amigo. Ombros mútuos, porque ele também tinha levado um fora. Passamos horas e horas a fio dançando.

T., 21 anos, funcionária do Bob's

Enviou essa carta ao jornal O Globo. Coluna do psicanalista Alberto Goldin.
Ele nunca respondeu… Nem ao menos pra dizer “Que bonito isso, seus bastardos doentes!”.

domingo, 1 de abril de 2007

Anúncio "Heloísa procura"

RIO DE JANEIRO
01 DE ABRIL DE 2002
15 HORAS
SOL EM CONJUNÇÃO, SEMI-SÊXTIL E A SEMI-QUADRATURA COM VÊNUS

Heloísa procura:
Homem. Bonito. Magricelo. Narigudo e com pinto pequeno.
Inteligente e com bom gosto musical. Que ame arte e romances piegas que dariam um bom livro. Que use roupas justas e tenha uma mãe religiosa moralista e costureira.
De preferência que ele seja bem gay, não me importa se ele for gay de verdade. É melhor que seja assim. Que me beije ao menos e que seja divertido.
Não pode ter grana demais, vamos morar juntos e viver de rock n' roll.
Quero que tenha o cabelo meio grande e o divida de lado, mas que insistentemente, o cabelo caia sobre seu rosto, ficando com o cabelo na cara. Que ele sempre arrume, mas ela caia novamente. E que irrite muito. Insistentemente. Sempre, vicioso. Tem que conhecer de trás pra frente I Will Survive, como dois e dois são 4. Tem que ouvir meus problemas, meus complexos, paranóica,
apaixonada, mágica, bêbada e amar meus defeitos. Que ele escreva uma carta contando as novidades, os acontecimentos, seus sentimentos e como vai a relação.
Relacionamento aberto. Mais ou menos por aí. O Dia dos Namorados não é uma data criada pelas companias que fazem cartões para fazerem as pessoas se sentirem idiotas. É uma data qualquer.
Que me mande flores no dia das crianças.

Interessados, por favor ligar:
(21) XXXX-1029
(21) XXXX-0506