Bom dia. Hoje eu estava por aí quando vi um dromedário de madeira maçiça esculipido no chão, em cima de um pano e um senhor ao lado. Junto um hipotótamo, ai, lindo, tinha até verniz, coisa mais linda, mais fina e chique.
— Nossa, que lindo! Quanto é?
— R$ 40, mas pra você eu faço por R$ 30, porque fui com a sua cara.
— Eu tava andando aí eu vi esse camelo e… não, isso não é um camelo!
— É sim!
— É um… um… aquele, do Camel, sabe? Camel cigarettes. Bem, eu esqueci o nome… que bonito. Você é da onde?
— Senegal.
— Senegal, nossa, todo mundo no Senegal faz essas coisas super bonitas, assim?
— Não. Escute, qual é o seu nome?
— Raquel e o seu?
— Zach.
— De onde você é?
— Do Brasil, ué.
— Ahhh! Então, você veio de uma aldeia indígena?
— Não. Eu sou nascida, criada e cuspida do Rio de Janeiro.
— Seus pais então vieram?
— Não, Zach. Meus pais não vieram de aldeia indígena, eu tenho essa cara porque… ah, história longa, mas se serve de consolô, meu tio-avô era um pajé.
— Então você tem parentes colombianos?
— Não, Zach, eu não tenho parentes colombianos, a família toda é do Brasil, com uns portuguesinhos safadinhos ali e acolá, uns pajés curandeiros fodidos soltos, uns pretinhos, uma tal de loira do olho azul, sabe?
— Ah.
— Em todo o caso, vou-me.
P.S.: Hoje no metrô o cara tentou pegar a minha mão e colocar no pau dele. Aí eu falei SOLTA PORRA no meio do vagão, mas ninguém se ligou que era eu porque tinha muita gente.
— Nossa, que lindo! Quanto é?
— R$ 40, mas pra você eu faço por R$ 30, porque fui com a sua cara.
— Eu tava andando aí eu vi esse camelo e… não, isso não é um camelo!
— É sim!
— É um… um… aquele, do Camel, sabe? Camel cigarettes. Bem, eu esqueci o nome… que bonito. Você é da onde?
— Senegal.
— Senegal, nossa, todo mundo no Senegal faz essas coisas super bonitas, assim?
— Não. Escute, qual é o seu nome?
— Raquel e o seu?
— Zach.
— De onde você é?
— Do Brasil, ué.
— Ahhh! Então, você veio de uma aldeia indígena?
— Não. Eu sou nascida, criada e cuspida do Rio de Janeiro.
— Seus pais então vieram?
— Não, Zach. Meus pais não vieram de aldeia indígena, eu tenho essa cara porque… ah, história longa, mas se serve de consolô, meu tio-avô era um pajé.
— Então você tem parentes colombianos?
— Não, Zach, eu não tenho parentes colombianos, a família toda é do Brasil, com uns portuguesinhos safadinhos ali e acolá, uns pajés curandeiros fodidos soltos, uns pretinhos, uma tal de loira do olho azul, sabe?
— Ah.
— Em todo o caso, vou-me.
P.S.: Hoje no metrô o cara tentou pegar a minha mão e colocar no pau dele. Aí eu falei SOLTA PORRA no meio do vagão, mas ninguém se ligou que era eu porque tinha muita gente.