sábado, 12 de maio de 2012

Lucas

 Frustração mata a gente aos poucos, a gente tem que fazer o que faz bem, tem que colocar tudo pra fora que aí sara.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Segunda-feira foi o primeiro dia continuamente frio do ano, seguido por terça e quarta. Isso significa uma coisa: hora de amar de novo.
A minha rotina de apaixonamentos contínuos continua ativa, se alguém ainda se pergunta sobre isso, já que eu vendi minha alma ao capitalismo, a vidinha de todo dia, mas há uma certa poesia.
Eu ando distraída, pensando em coisa de gente grande, mesmo com aquela leve tendência a escolher errado, acho que esse é o meu charme. Esse domingo eu vou fazer a prova para a Petrobras! Só o que faltava, Raquel virando um verme do serviço público, mas o meu ascendente é Touro, minha lua é Touro, preciso de um pouco de estabilidade, mesmo que o meu Gêmeos tenha flerte com o caótico, com a bagunça. Gêmeos é a dualidade, né? O mar sereno e a tempestade. Pelo menos é um salário digno, numa empresa legal. Me matriculei num cursinho visto que os meus conhecimentos matemáticos são um tanto... defasados, sempre preferi perder o tempo com outras coisas, suspirando em cima de pessoas, histórias, teorias. Essas estatísticas pulando aqui na minha cara, tantas visualizações por post tá me deixando, sei lá... eu fico curiosa, se eu pudesse um minutinho ser o olho que tudo vê e visse os rostinhos, hora e local, reações... ou uma abelhinha, sei lá.
Daí que na minha sala tem, tinha... umas cem pessoas. E tem a ruiva, a Ana, ela trabalha na UFRJ, algumas vezes ela senta do meu lado e é super simpática e tem esse amigo dela, ele é meio calvo, mas é um ser sorridente também, ela tirou umas cópias da aula de português que eu faltei, um doce. As fileiras são divididas de cinco em cinco e em alguma aula de matemática, falávamos de probabilidade e eu adoro probabilidades, tenho mó tesão no que pode ou não ser. Ela virou pra mim e disse "eu também sou canhota!" e o carinha também. E o cara do lado dele. E a outra do lado dele. Éramos, então, uma fileira de cinco pessoas, canhotas, lado a lado, ao acaso, ele me perguntou "qual é a probabilidade disso?", meio sorrindo, pergunta retórica.
Na semana seguinte, eu sentei em todos os cantos para fazer um levantamento do número de canhotos em relação a pessoas destras (6/100) e, enfim, calculei a probabilidade daquilo acontecer. Não que eu lembre do resultado, só queria registrar esse fato.
Que bizarro o novo layout do Blogger. Odeio atualizações, odeio modernizações, prefiro tudo do jeito antigo. Mais bizarro ainda são essas estatísticas pulando na minha cara da visualizações, que vão desde "navegador" a países no qual essa merdinha foi acessada, hahaha.

domingo, 25 de março de 2012

Estava na fila do caixa para pagar os meus pãezinhos e café. A fiscal de caixa se aproxima da caixa, que diz a seguinte frase (juro!):
— Não gosto que você fale muito palavrão.
— Palavrão? Que palavrão que eu falo, menina?
— Não é bem palavrão.
— Como assim? Ou é palavrão ou não é palavrão, né?
— É você fala muita safadeza...
— (...)
— E eu não gosto.
— Eu hein, Carla, você deve estar na TPM.
— Não estou na TPM! E, mesmo que tivesse, só estou dizendo que você é muito depravada.
— (...) o que eu sou.
A fiscal me olha e dá um sorrisinho e eu dou um sorrisinho de volta, porque né, wtf.
— O que eu não gosto no pastor da igreja da mamãe é que ele pega o modelo de uma palestra motivacional e aplica pros cultos dele e é óbvio que funciona... nada contra, mas não tem uma mensagem específica. E parece que eu que sou a implicante, mas só eu enxergo com um olhar racional. Ele tem programa de tevê, essas coisas...
— Putz, ostentação todo mundo quer, né?
— A última foi algo do tipo "três passos para chegar aos céus", aí ele pegava palavras-chave como fé e...
— Nessa hora ele apontava pro telão e aparecia "FÉ"?
— Não.
— É, isso seria meio bizarro.
— É, soou meio Jordan Chase.
— No final todos os presentes tinham que repetir infinitamente as três palavras-chave em voz alta, até ficar um uníssono, sabe?
— Bizarro.
— É... pior que só eu reparo, mamãe me convida e tals, vou de bom grado para fazê-la feliz, mas né. Surreal. Eu até acredito em Deus e parará, mas 23 palmas para Jesus num intervalo de uma hora é meio beirar ao ridículo.
— Sério que é assim?
— Lá é assim.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Anonymous said

Suspiros.
Primeiro dia verdadeiramente lindo no Rio de Janeiro desde que o ano começou. Esse céu escuro, essa chuva, porra... me dá uma vontade de ficar com alguém, tomar chocolate, de andar quilômetros, de ficar parada olhando, sei lá, sei lá.

segunda-feira, 5 de março de 2012

A teoria de Pior Virada do Século XXI está em vigor. Esse ano está sendo muito cheio de emoções. Dia 3 de janeiro de 2012, fiz uma viagem roots ao Maranhão, de onde provém a família da mamãe, foi uma experiência enriquecedora pra caralho, eu reflexi tanto e olha que eu sou uma pessoa cheia de reflexões, altos pensamentos nessa vida corrida, no metrô, no ônibus, almoço corrido.

Aí você pensa, filhinha modernosa do sotaque carioca forte, garotinha de apartamento... sei não, hein, deve ser metidinha, Nordeste quente pra caralho... mas nem é, ó, o coração é humilde, dorme em qualquer chão e não tá nem aí. Inclusive, quando eu era criança, eu só dormia no chão, adormecia de tanto brincar, essas coisas.

Uma consideração: eu sou a mulher mais alta da família, isso porque eu não devo ter nem um e setenta. A segunda consideração é que a menor tem um metro e quarenta e cinco centímetros e isso me chocou muitíssimo. E a minha avó era super gata e eu tô meio que com a fixação de tatuá-la na coxa.

É bacana uma tia que mal te conhece te dizer "eu te amo porque você é sangue e sangue é uma parada muito forte e, mesmo que não fosse, o nosso sobrenome é o mesmo". Todos os tios-avôs choraram quando me conheceram.

Horas e horas de estrada pra conhecer a família inteira: o tio-avô riquíssimo de 84 anos, que bebe e tem a saúde perfeita, dizendo que "mandou buscar uma índia" pra cuidar dele; o outro tio-avô que teve mais de 30 (!) filhos; o outro que se derreteu todo e ficou pegando na minha mão pra mais de meia-hora e sorrindo, dizem que é o mais emotivo, que chorou horrores quando soube que um tio meu passou pelo município e não foi visitá-lo... tá que esse fato me fez ter uma crise de riso no avião e aquela peninha branca. Um tio falou que ficou cheirando a minha cabeça enquanto eu dormia só pra chegar a conclusão que a pequena cheira bem demais. A outra tia contando que quando alguém morria e tinham aqueles velórios de corpo presente, ela dava um jeito de ver a cara do morto, um dia cruzou com uma cara meio... meio assim e nunca mais conseguiu e que ela era tipo a feminista da época, andava a cavalo, pescava... e não queria nem saber.

Putz. É que eu não sei me expressar, mas pensa, você escutando Canto do Mundo do Caetano Veloso, não me perguntem o porquê eu cruzei com essa música, nem chegada nesse cara eu sou, mas tava lá, eu tava lá, num lugarzinho chamado Outeiro... onde dormi numa rede literalmente a beira-mar, olhando a ressaca do mar e o céu estrelado, porra, lindo.
"Então, eu sou um bobo. O meu Deus é o dos bobos, Ele não vem para aqueles que não o necessitam, Ele não vem para os que não possuem um pingo de desespero. Ele vem para todos aqueles que anseiam por algo, para os que precisam de força para seguir em frente... ele não é o Deus dos Espertos, não é para aqueles que se fazem as custas dos outros, se você acha que não precisa, então... você não precisa, eu sempre fui bobo mesmo".
Faz tempo que eu não encho o saco aqui, vou nem fingir que é a milésima vez "alguém me lê?", mas aí é bom se ninguém ler... eu posso falar qualquer coisa, contar qualquer segredo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Tempo do caralho que eu não posto nada, mas, tudo bem, eu posto quando o meu coração assim permitir.

Essa virada de ano foi uma das piores da minha vida, só não foi a pior que aquela certa virada na qual passei na fossa de camiseta da Benedita da Silva e calcinha vendo Moulin fucking Rouge. Detesto musicais. Não me culpe, adoro uma muvuca. Parecia uma verdadeira marcha zumbi, sério... volta e meia vinha um movimento de pessoas contrárias (são de açúcar e não gostam de chuva; fugindo de algo) e no caso sempre era briga de dos machos alfa por uma fêmea. A rua, que já não era larga, tinha uma tampa, no caso, uma van com um monte de outros machos bebendo em cima e dançando EU VOU VOLTAR PRO CABARÉ e, beleza. Meio da Av. Atlântica. Eu já tava estressadinha, olhei pro relógio: 23:59 e eu sendo amassada por todas as pessoas do mundo, suada, molhada de chuva, molhada de champagne. Virou a noite. Delícia.


Feliz Ano Novo.

?

Feliz Ano Novo!

*foda-se* É... Feliz Ano Novo!


Pois é. Agarrei mesmo.