sexta-feira, 16 de março de 2012

Anonymous said

Suspiros.
Primeiro dia verdadeiramente lindo no Rio de Janeiro desde que o ano começou. Esse céu escuro, essa chuva, porra... me dá uma vontade de ficar com alguém, tomar chocolate, de andar quilômetros, de ficar parada olhando, sei lá, sei lá.

segunda-feira, 5 de março de 2012

A teoria de Pior Virada do Século XXI está em vigor. Esse ano está sendo muito cheio de emoções. Dia 3 de janeiro de 2012, fiz uma viagem roots ao Maranhão, de onde provém a família da mamãe, foi uma experiência enriquecedora pra caralho, eu reflexi tanto e olha que eu sou uma pessoa cheia de reflexões, altos pensamentos nessa vida corrida, no metrô, no ônibus, almoço corrido.

Aí você pensa, filhinha modernosa do sotaque carioca forte, garotinha de apartamento... sei não, hein, deve ser metidinha, Nordeste quente pra caralho... mas nem é, ó, o coração é humilde, dorme em qualquer chão e não tá nem aí. Inclusive, quando eu era criança, eu só dormia no chão, adormecia de tanto brincar, essas coisas.

Uma consideração: eu sou a mulher mais alta da família, isso porque eu não devo ter nem um e setenta. A segunda consideração é que a menor tem um metro e quarenta e cinco centímetros e isso me chocou muitíssimo. E a minha avó era super gata e eu tô meio que com a fixação de tatuá-la na coxa.

É bacana uma tia que mal te conhece te dizer "eu te amo porque você é sangue e sangue é uma parada muito forte e, mesmo que não fosse, o nosso sobrenome é o mesmo". Todos os tios-avôs choraram quando me conheceram.

Horas e horas de estrada pra conhecer a família inteira: o tio-avô riquíssimo de 84 anos, que bebe e tem a saúde perfeita, dizendo que "mandou buscar uma índia" pra cuidar dele; o outro tio-avô que teve mais de 30 (!) filhos; o outro que se derreteu todo e ficou pegando na minha mão pra mais de meia-hora e sorrindo, dizem que é o mais emotivo, que chorou horrores quando soube que um tio meu passou pelo município e não foi visitá-lo... tá que esse fato me fez ter uma crise de riso no avião e aquela peninha branca. Um tio falou que ficou cheirando a minha cabeça enquanto eu dormia só pra chegar a conclusão que a pequena cheira bem demais. A outra tia contando que quando alguém morria e tinham aqueles velórios de corpo presente, ela dava um jeito de ver a cara do morto, um dia cruzou com uma cara meio... meio assim e nunca mais conseguiu e que ela era tipo a feminista da época, andava a cavalo, pescava... e não queria nem saber.

Putz. É que eu não sei me expressar, mas pensa, você escutando Canto do Mundo do Caetano Veloso, não me perguntem o porquê eu cruzei com essa música, nem chegada nesse cara eu sou, mas tava lá, eu tava lá, num lugarzinho chamado Outeiro... onde dormi numa rede literalmente a beira-mar, olhando a ressaca do mar e o céu estrelado, porra, lindo.
"Então, eu sou um bobo. O meu Deus é o dos bobos, Ele não vem para aqueles que não o necessitam, Ele não vem para os que não possuem um pingo de desespero. Ele vem para todos aqueles que anseiam por algo, para os que precisam de força para seguir em frente... ele não é o Deus dos Espertos, não é para aqueles que se fazem as custas dos outros, se você acha que não precisa, então... você não precisa, eu sempre fui bobo mesmo".
Faz tempo que eu não encho o saco aqui, vou nem fingir que é a milésima vez "alguém me lê?", mas aí é bom se ninguém ler... eu posso falar qualquer coisa, contar qualquer segredo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Tempo do caralho que eu não posto nada, mas, tudo bem, eu posto quando o meu coração assim permitir.

Essa virada de ano foi uma das piores da minha vida, só não foi a pior que aquela certa virada na qual passei na fossa de camiseta da Benedita da Silva e calcinha vendo Moulin fucking Rouge. Detesto musicais. Não me culpe, adoro uma muvuca. Parecia uma verdadeira marcha zumbi, sério... volta e meia vinha um movimento de pessoas contrárias (são de açúcar e não gostam de chuva; fugindo de algo) e no caso sempre era briga de dos machos alfa por uma fêmea. A rua, que já não era larga, tinha uma tampa, no caso, uma van com um monte de outros machos bebendo em cima e dançando EU VOU VOLTAR PRO CABARÉ e, beleza. Meio da Av. Atlântica. Eu já tava estressadinha, olhei pro relógio: 23:59 e eu sendo amassada por todas as pessoas do mundo, suada, molhada de chuva, molhada de champagne. Virou a noite. Delícia.


Feliz Ano Novo.

?

Feliz Ano Novo!

*foda-se* É... Feliz Ano Novo!


Pois é. Agarrei mesmo.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

E disso eu me lembro bem, foi a primeira vez que eu tive a dimensão de alguma coisa realmente grande. Foi diferente. Foi diferente de querer pegar na mão e passar tardes inteiras em silêncio ou do único suspiro. A primeira vez que eu entendi o significado de cada batimento cardíaco além do necessário, a primeira vez que eu entendi o porquê sempre eu baixava os olhos quando você passava, o porquê eu precisava de uma pausa pra respirar. Eu acho que gostava de você.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

— Você não precisa me salvar toda a vez que a gente se vê.
— Sabe o que o seu nome significa, o real, não aquele que você diz as pessoas? Bondosa.
Muito antes de você me notar ou dirigir a palavra a mim, estivemos muitas vezes no mesmo ambiente; mesmo grupo de pessoas; mesma hora. Você me incomodava, me incomodava não conseguir te enxergar. Sua profundidade me incomodava e eu não podia me fixar em você até aprender a te ler. Você não me enxergava também, talvez por ignorar a maioria das pessoas ao seu redor. Aquela vez, eu te vi sozinha e você estava do meu lado. Eu disse a primeira coisa que me veio a cabeça "você tem um cigarro?". Seu rosto de iluminou. O nome com o qual você se apresenta a maioria das pessoas — aquelas que não te conhecem de verdade e nunca conhecerão —, significa iluminada. Você me pegou pela mão e disse "vem comigo" e fomos... eu não sabia o que esperar, mas posso dizer que não imaginava um bar, com uma música péssima, uma única mesa de sinuca. Eu me sentia sufocada. Um amigo passou e eu não disse nada, somente fui atrás dele, respirar aliviada. Duas horas depois, você me puxou pelo ombro e disse "você foi embora sem falar comigo!" e, de fato, eu não achei que se importasse. Pedi desculpas. Bastou você sorrir e eu consegui, finalmente, te ler. A sua ambiguidade esvaiu-se. Algumas vezes, você só parece uma criança birrenta.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sabe uma coisa que eu sempre quis fazer?
Fala.
Beijar alguém na chuva.
Eu também. Deve ser muito bom, sei lá, o gosto amargo da água. Acontece algum evento semi-traumático e a pessoa vai transtornada na casa da outra, aquele temporal, porra... lindo, tipo filme.
Acho que não vai rolar tão cedo.
É, o meu cabelo não fica tão bem molhado, aquele climinha acabei-de-sair-do-motel. Eu só me enxergo indo pra casa sozinha, com aquele jeitinho de esqueci o guarda-chuva em casa, mãos nos bolsos.
A gente devia tentar qualquer dia desses.
Mas eu não quero romantismo não, hein, quero uma parada mais hard.

Querido Diário,

Tem dias que eu acordo com uma mensagem do tipo "saudade de você" no celular. Fico sem palavras e acabo não dizendo nada, mas eu penso sobre. Meio que anima o meu dia, eu fico pensando, porra, sou sortuda demais. Saudade, sabe? Sentir falta, coisa e tal.
Tem dias como hoje, nada de especial, mas que eu fico daquele jeito meio escroto, como aquelas mulheres que escrevem pro Alberto fucking Goldin dizendo que só conseguem se relacionar com homens casados, ou que tem fantasias sexuais com desconhecidos e desconhecidas, perguntando por que não podem ser felizes se são bem-realizadas, lindas, inteligentes, ricas, whatever. Humildade pra quê, né? Hoje eu tô assim, tipo elas, sabe? Pensando por que caralhos ninguém consegue me amar na real, afinal, eu não sou tão ruim assim, eu sei dar o sorriso mais doce ou sacana, conversar sobre vários assuntos, ter o humor Prozac a maior parte do tempo, ser bonitinha às vezes... esse monte de gente me rodeando se apaixonando pelas pessoas mais estúpidas e desinteressantes da Terra e eu aqui, de pista, esperando por qualquer sinal. Tudo errado.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Me desculpe ser assim, é que às vezes eu não sei medir palavras, acabo esquecendo o peso e valor que elas possuem. Hoje um dia péssimo e acho que tudo o que eu ignorei por muito tempo, aos poucos, começa a me afetar. É difícil ser inquebrável e, algumas vezes, cansa.