"Faz muito tempo que eu não sento e escrevo, seja pra alguém ou pra mim (ainda mais a mão). Pensei em te entregar o presente e simplesmente esperar que você achasse tão incrível quanto eu achei, mas eu não sou assim. Tive a idéia do que escrever ontem enquanto lavava as mãos. Sabe, coração, eu ando numa fase muito introspectiva da minha vida, daí eu sumo e espero que a minha falta não seja notada, mas você aparece e me tira da toca.
Você sabe que eu tenho tendência a bagunçar as coisas que se encontram ao meu redor, né? Nessa analogia estão contidas pessoas, situações e, principalmente, objetos. Enrolei tanto só pra dizer que bem achei o CD do Morrissey que você me deu. Ele estava pregado na parede do meu armário pois uma monstruosa pilha de roupas o havia escondido
Sabe o que eu mais gosto no Morrissey? Ele é uma pessoa feliz, eu sinto isso... apesar de escrever coisas tristes. Daí eu lembrei que em algum ano desses, você me elegeu para ser a sua companhia de aniversário. Saudade. E, novamente, eu me senti especial (porque eu não sou o tempo todo, só às vezes). Foi assim também quando eu ganhei o CD e quando o ouvi. Como retribuir (sem ser com a minha presença e elegância)? 2013 é um ano especial, sabia? Porque é ímpar, 13 é um número primo e tudo o que é irregular é bom, é perfeito porque é torto.
(Perceba que eu desaprendi regras de pontuação, parágrafo, etc. Acabo de começar um parágrafo com parênteses) Foi assim: duas semanas atrás cruzei com essa caneca: linda, feita a mão, tamanho ideal (de maneira que não precise repetir pois a segunda vez nunca é igual)
Apaixonei (foi-se o tempo que eu me apaixonava por pessoas), era a última da loja.
Amanhã de manhã comparei o jornal e tomarei um café nela e, aí sim, de fato será ideal e especial, porque haverá a intersecção das coisas simples que mais me dão prazer no mundo: que é presentear e tomar um bom café lendo o jornal, hahaha.
Os dias andam tão corridos... mas eu páro qualquer um deles por você! : ) Porque eu te amo pra caralho, mesmo que eu não diga ou demonstre... bom, isso ninguém tira de mim (ou você). Você merece conquistar o mundo, espero chegar a tempo... embora nossos papéis de noivas atrasadas se invertam o tempo todo, os nossos caminhos sempre se cruzam.
Quequel"
Conselhos felizes serão ignorados.
Eu ainda sorrio. E eu gosto de você. Mesmo que você não saiba quem eu sou e vice-versa (ou não). Escute, eu ainda gosto de você e eu ainda sorrio. Como eu sou redundante.
sábado, 1 de junho de 2013
Hoje eu peguei um ônibus e estava preparada a dormir (e acordar sendo arremessada), porém, uma senhora mais ou menos da idade da minha mãe (uns cinquenta anos, portanto jovem) parou na minha frente, ofereci o meu lugar para ela, apenas porque eu podia, porque eu curto ser gentil e ela respondeu que só aceitaria caso eu estivesse descendo no próximo ponto.
— Não vou descer no próximo ponto, não... mas você parece um pouco cansada...
— Então, fica aí! Precisa não! – com uma cara de deixa disso.
— Tem certeza? Então tá, você que sabe... .... eu vou fechar meus olhos e dormir por resto da viagem, ok?
— Não, pera... ai, tudo bem, aceito sim, obrigada!
Juro que ganhei o dia.
— Não vou descer no próximo ponto, não... mas você parece um pouco cansada...
— Então, fica aí! Precisa não! – com uma cara de deixa disso.
— Tem certeza? Então tá, você que sabe... .... eu vou fechar meus olhos e dormir por resto da viagem, ok?
— Não, pera... ai, tudo bem, aceito sim, obrigada!
Juro que ganhei o dia.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
Na Buenos Aires com a Avenida Passos
– Raquel, tá vendo aquele cara ali? Cruzo com ele desde antes de a sua irmã mais velha nascer. Eu morava na Ilha do Governador e sempre o via por lá, comecei a trabalhar naquela livraria aqui perto e o vi também... quando a gente se mudou pra Glória, ele também tava lá, mas que coisa! São mais de 30 anos de encontros e desencontros e o mais estranho é que a gente nunca se falou, mas ele me reconheceu. Já conheceu alguém assim?
– (Pior que já. A primeira vez foi na palestra do no CCBB, você sentou na minha frente, levemente a direita, seu cabelo era tão cool que era impossível não reparar. A segunda num bar no Flamengo, você tomava açaí. Odeio açaí. A terceira foi em uma livraria na qual você trabalhava. E a quarta fio esses dias, no Carnaval, você andando pela Lapa vestida de Arlequina...)
No provador
– Mariana, acho que vou levar essa blusa... ela é bonita, que você acha? Gostei que ela deixa as costas nuas, acho que vou usar um sutiã tomara-que-caia.– Tomara-que-caia? Mãe, por favor, não!– Ai, Mariana, que que tem? Você acha que eu malho na academia pesado pra conseguir esse corpinho e não exibir?– Mãe, você tá me ligando?
Claro que não, né, Mariana... tô aperreada com essa blusa aqui, você acha que eu vou te ligar? Alô? Marcos? Mãe, liga pro Marcos e pergunta o que ele quer que eu tô no provador e tá sem sinal! Mariana, quer saber? Eu vou usar essa blusa sem sutiã mesmo!
Claro que não, né, Mariana... tô aperreada com essa blusa aqui, você acha que eu vou te ligar? Alô? Marcos? Mãe, liga pro Marcos e pergunta o que ele quer que eu tô no provador e tá sem sinal! Mariana, quer saber? Eu vou usar essa blusa sem sutiã mesmo!
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Esse negócio de tráfego do Blogger é mindfuckíssimo, eu páro e leio "400 e tantas visualizações no mês passado", claro que eu tenho ciência que a grande maioria parou aqui por acidente, tentando conquistar a pessoa amada, pensando "será que alguém é tão revoltado/a quanto eu com carros que molham as pessoas em dias de chuva?" ou procuravam a música do The Cure (e eu não lembro como é o raio da música, só a letra), mas porra, tem gente visualizando coisa de 2007, de hoje e nem parece, mas já são praticamente 6 anos e nego não me dá a alegria de fazer um comentário pra me fazer feliz? Não que eu faça questão, mas um agradinho é bão de vezenquando.
Obs.: Tô com um medo absurdo de morrer atingida por um raio, a matéria do Fantástico me deixou impressionada e eu sou muito impressionável.
Obs.: Tô com um medo absurdo de morrer atingida por um raio, a matéria do Fantástico me deixou impressionada e eu sou muito impressionável.
"Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem." Engraçado o jeito que a vida move as peças do xadrez que é a vida, nas situações mais inusitadas, nos lugares mais inesperados e lá estávamos nós. Eu procurando moedas no bolso, olhei pra você e pensei "não, não pode ser", apertei os olhos porque meus óculos estão em avançado estado de decomposição (com as lentes riscadas, coisa e tal) e eu ainda tenho miopia, mas sim: lá estava você, o silêncio constrangedor deixava de ser um conceito abstrato, talvez eu não soubesse o que dizer, mas nos segundos que eu tomava coragem e enchia meus pulmões gritar o seu nome, o metrô chegou e você desceu as escadas desesperadamente. E eu acho engraçado, juro que acho engraçado: íamos para caminhos opostos. De novo. Mas será que linhas pararelas de fato se encontram no infinito?
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Teatro Glauce Rocha pt. 2
— Pára de roer as unhas, filhinha. Unha é algo sujo, sua mãe tinha a mesma mania.
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