sábado, 29 de setembro de 2007

Roberto confeiteiro

Marquei de ir ao cinema com um ser vivo, vulgo, Roberto. O Roberto é uma ótima pessoa de um bom coração e tem mais fobia social que eu. Só que ele não gosta de gente. E eu gosto, eu gosto de gente legal, ou seja: uma pessoa a cada trezentas pessoas.
Por um lado foi ruim, porque eu sou trágica e penso nas possibilidades mais absurdas. Antes desses pensamentos chegarem a minha mente, eu pensei: “Ah!” e aí eu desenhei o avatar do meu orkut, já que a minha (feia) pessoa é um mistério pra quase todo mundo. E estava escrito no papel a seguinte mensagem: “Roberto, I'm here!”


Cara dos folhetos: É, não sei, hein, vai que aconteceu alguma coisa.
Eu: Pois é, vai que a mãe dele morreu? Ou ele morreu? Ou ele passou mal e teve um ataque cardíaco? Vai que algum parente foi atropelado por um caminhão?
— É bem provável.
— Que coisa.


Cara que vende pipoca: Tu gosta de um filme comédia ou norótico?
Eu: Norótico.
— Um dia nós vamos ver um filme norótico, você é tão legal, moleque safado, hein.
— É a vida.

Ah, sim, conheci a garota dos folhetos também, ela é paulista. Marina o nome dela. Marina é um nome lindo, meu nome a partir de hoje é Raquel Marina. Pode me chamar de Mari.
Ela tem uns olhos bonitos, coloridos (isto é, não é castanho escuro como o de todo mundo). Acho que eu sou meio daltônica, porque não consigo distinguir um olho azul de um verde ou castanho claro, sei lá. Ela me deu seis paradinhas que falavam de uma promoção tosca.
Ah, fiquei amiguinha de um cara que trabalhava lá (Festival de Cinema do Rio, sacam?), aí ele morreu de pena do bolo que levei. E arranjou ingressos para mim. E eu vi Grindhouse (Planeta Terror, trash demais, adorei) e um outro filme, que eu não lembro o nome.

Ah, abracei o Ed Motta e ganhei pipoca de graça. Fiz meu dia de ontem valer-se da pena das pessoas. Ganhei pipoca e chocolate de graça. Incrível! Conversei sobre as coisas da vida com um senhor no ponto de ônibus.

Nossa, acho que nunca conversei com tantas pessoas em um dia só. Sério. Sério mesmo, nem no Natal, nem no Ano Novo com a família inteira reunida.
Engraçado isso. Cultivei meu ódio até a hora que eu fui dormir e acordei alegre hoje.

P.S.: Sim, Roberto. Isso é um post para você ficar com peso na consciência.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Querido diário,

Preciso tirar uma foto 3x4, que no fim das contas vai ficar uma merda mesmo, como a de todo mundo. Meu sonho é ter uma linda foto 3x4. Mas não… sou feia e mesmo assim, a mais bela das mulheres ficaria terrível. Odeio essas fotos 3x4. Se eu me posicionasse do jeito que eu quisesse talvez ficaria melhor, mas eu não sei que mania é essa desse povo quer dar palpites, se você é torto, você é torto e pronto. Ajeitar e tudo, uma m*rda. Assim como eu sei que garçons gostam de se meter na vida dos outros, não são todos… Só aqueles mais intrometidos. Fofoca é até três pessoas, passou disso já é intriga.

Hmmm… hmmmm… hmmmm… na quarta-feira passada conheci uma Raquel no ônibus. Ouvi “Raquel” em um fio de voz e a garota ao meu lado respondeu. Aí eu, com as mãos suando e gaguejando (sim, a minha aversão a puxar assuntos é tão grande que isso acontece)
— Seu nome é Raquel?
— Como sabe?
— Não adivinhei. Eu ouvi em um fio de voz! A propósito, muito prazer, meu nome é Raquel. (e estendi a mão com um sorriso em stand by)
— Nunca aconteceu isso comigo, será que “Raquel” é igual a “Maria”?
— Acho que não. Maria é comum demais, é tipo Luísa, aliás, olha lá! Ah não... tá escrito “Luzia”.
— Sou disléxica, li Luzia também.

E falamos sobre quantas Raquéis existiriam no Rio de Janeiro, história, geografia, cultura inútil e como História do Brasil é uma coisa chata. Aí a mãe dela apareceu do nada (?) e disse “Vamos?!” e aí ela foi. E é uma pena. Porque ela é muito legal e pela primeira vez fiquei triste por conhecer alguém aleatóriamente e saber que nunca mais vou esbarrar com ela por aí. Mas também…

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Cádîmîa

Preciso ir para uma academia. Não sou abençoada genéticamente. Minha vida sedentária não ajuda. Odeio academias. Eu já entrei dentro de uma academia e o meu julgamento, talvez deveras preconceituoso me revela o seguinte: pessoas fúteis, garotas-de-academia, garotas-de-apartamento e ratos-de-academia. Eu entrei em uma academia, aliás, por quatro anos. Para fazer natação e jogar xadrez. Que coisa besta, malhar igual condenado… pelo menos emagrece e a saúde melhora. Do que adianta emagrecer ao levantar ferro… não vou comer capim e ter vida saudável. Ah, desisto.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Peitcholas

Haverá o dia em que os implantes de silicone estarão à venda no varejo:
“Seu Manoel, me dá dois peitinhos no capricho, uma coxa sem gordura e uma barriguinha.”

Hoje, até prótese de silicone tem grife.

Existem relacionamentos que estão tão derrubados, que nem diálogos em inglês salvam.