domingo, 28 de outubro de 2007

Tim trim tim fim

Lih, pessoa anônima. Espero que o que vem a seguir responda sua pergunta.

Digo: não choveu (só uns chuviscos sem graça) e não consegui ingressos. Muito trágico. Os cambistas chegavam e diziam exatamente isso:
— Tá vendendo ingresso? Tá faltando? Olha (aí eles abaixavam o tom de voz e sussurravam sensualmente) é trezentinhos pra ti, os ingressos acabaram há um bom tempo e…
— Tenho sete reais, serve?

Tinha muito cambista! Cambista pra caralho, putz…! Se alguém se aproximava de mim, eu já ia dizendo “Olha, meu amigo…”. Fiquei com o cartaz na mão uns 20 minutos e onde eu me encontrava só tinha cambista e olhem que foi na entrada! Aí ninguém passava. Uns cambistas me olhavam feio e outros davam umas risadinhas, eu estava meio irritada com uma coisa… bom, não tem nada a ver, era uma coisa de mais cedo.
E foi isso.
Aí eu fui pra Cinelândia e fiquei em frente ao Odeon, sentada e olhando pro nada, eu só tinha R$ 2,30. O resto, eu tinha gastado com uma lanchonete. Eu tomei dois copos de suco de abacaxi com hortelã (que eu chamo carinhosamente de suco creme dental) e comprei um biscoito caro pra cacete chamado Chocolícia, porque fui atraída pelo “100% chocolate”. E veja só — o biscoito é muito bom.
Eu tinha 2,30 certinho pro metrô. Fiquei mais ou menos uma hora sentada e olhando pro nada e todo mundo me olhava como se eu fosse uma débil, outras pessoas me olhavam com uma cara de
companhia-para-a-garota-que-está-sozinha.
Quando eu me cansei, fui andando para o metrô sozinha, desci as escadas e quando fui ver a parada era R$ 2,35! Ah, vão tomar no cu! Que cacete dessa merda desse caralho desse cu dessa dentadura dessa discrepância dessa porra dessa porcaria de R$ 2,35?!
Eu já estava puta da vida, primeiro porque eu já estava puta anteriormente, segundo porque eu não consegui ingressos, terceiro porque não choveu e muitos motivos e quarto por causa disso. Chutei o balde, o primeiro cara com cara de rico que apareceu eu pedi 5 centavos. Logicamente, modifiquei a cara, sorri e disfarcei toda a minha indignação e revolta.
Usei um dos meus melhores tons, a voz mais mansa, mais angelical, mais sonora… infalível nessas ocasiões. Aí ele me deu uma nota de 2 paus, mas disse que queria o troco. Ok, beleza. Quando me viro, o vejo correndo, sorrindo e acenando para mim, dizendo que não queria mais o troco.
Fiquei feliz, fiquei tão feliz que nem gastei o dinheiro e ele está guardado.
Bom, eu estou feliz… nem sei o por quê, me fodi mesmo. Hahaha, a vida foi feita pra se foder!
Vocês nunca saberão a dor de saber o que é voltar pra casa frustada e sozinha. Nunca.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Principalmente Bubbaloo

Eu gostaria de saber quem é o anônimo do post passado. Nem quero saber quem é… talvez se ele desse um e-mail ou qualquer coisa em que eu pudesse me comunicar com ele — eu mostraria uma coisinha. :)

Hoje começa o Tim Festival. Amanhã termina o Tim Festival. Encontrem-me na Marina da Glória amanhã, com um cartaz nas mãos. E no cartaz pedirei ingressos.
Pois é. Será divertido pacas, me divertirei. Esse Tim Festival está bem legalzinho, eu gostaria de ir ver Björk e eu gostaria de ir ver Cat Power. Chan, se estiver lendo isso, saiba que eu te amo… amar não, porque é uma palavra muito forte (nem é, banalizou), talvez eu goste muito. Gosto muito de você, Chan.
Nem sei.

Ontem eu conheci na porta do CCBB uma nova pessoa, foi o… o… Fabiano, Fabz pra mim, mas que todo mundo chama de Telha. As pessoas chamam ele de Telha por causa do olhar. Ah, é uma coisa complicada — só gesticulando mesmo. O Fabz é muito legal. Não, eu não acho todo mundo legal, mas se eu cito aqui no blog uma pessoa qualquer, certamente algo de bom ela deve ter. O Fabz é legal, ele escreve umas coisas interessantes. Ele me contou que uns estudantes escrotos e uns professores ficam corrigindo os erros de português dele com aquele ar intelectual e ele me contou que ele pode corrigir os erros, mas não corrige — simplesmente pra afrontar essas pessoas. Hahahaha.
Fab: Se você quer comer carne, você come e pronto. Mas me irrita quando esses tais dizem “ah, mas vegetal também é ser vivo”.
Raq: Aí é só você dizer: mas vegetal não tem sistema nervoso, não precisa crescer enclausurado pra morrer, eu não como vacas felizes e vai tomar no seu cu, seu merda! *cospe na cara*
Fab: Isso seria bem punk.

Aliás, eu vou tanto ao CCBB que eu já até conheço aquele pessoal do “Você gosta de poesia?” e são pessoas tão bonitas por dentro que eu até me arrependo de no passado ter feito estratégias de fuga.
Marina. Marina. Ar, mar, rima, arma, ira, amar. Uns vinte nomes. Passatempo estúpido.

Hoje, enquanto eu estava no metrô observando as pessoas (no primeiro post desse blog eu comento desse hábito) vi uma mulher. Uma mulher, naqueles saltos chiques, maquiada, com bolsa de couro, com aquele ar de sou-muito-melhor-que-você. Vi ela correr para não perder o metrô. Hahahahahahaha. Eu posso rir disso o dia inteiro. Rir o dia inteiro dessa cena, ela corria tanto, perdendo a compostura. Hahahaha.

Alguém soube do dilúvio que teve aqui no Rio? Choveu tanto, choveu tanto, choveu tanto, três dias sem parar. Em certas partes ficou tudo alagado, um caos, um horror. Ainda bem que foi água — na Califórnia que é fogo.

Tomara que amanhã chova. Chova no horário em que eu estiver na Marina da Glória. Tomara que chova. Porque eu quero é dançar na chuva!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Nhacnhacnhac

Agora eu voltei. Voltei mesmo. Voltei mesmo. Estou inspirada. Posso escrever por horas sem parar.

Você já sentiu saudade de algo que nunca teve? Você já chorou sem motivo? Já achou que talvez pudesse mudar o mundo? Eu já. Talvez eu seja louca.
Domingo foi um ótimo dia. Ótimo dia. Conheci um hippie japonês — ele estava bêbado e me apresentou seus amigos bonitões e suas amigas gostosas (no meu conceito, lógico).
— Vozê guer gachaça?
— Não, obrigado.
— Eu zou o Ja... cha... polin.
— Hmmm… também sou Chapolin — e é sério. Era meu apelido de infância.
— Gual é o zeu nome?
— Raquel, mas pode me chamar de qualquer coisa.
— Então tá. Gente, essa aqui é a Raquel — mais podem chamá-la de Rita.

E foi isso. O diálogo ficou mais sóbrio. Tinha a Marcela, super fofa. E tinha a Ana, super fofa também! Senti uma vontade tão grande de mordê-las. Eu sinto vontade de morder as pessoas quando elas são fofas demais. Porra! Assim me sinto uma… pervertida, sei lá. Raquel pervertida.
E tinha o Estevão. O Estevão estava com uma camiseta tão legal. Muito legal. Quase pedi de presente.
E esse negócio de camiseta me lembra o Vítor, é o Vítor e não o Victor.
O Vítor me disse uma vez que adorava a camisa que ele usava naquele momento.
— Se alguém possuir uma camiseta igual a essa eu dou o meu cu.

Ele disse isso porque era a camiseta da Hering, edição limitada de 1978 que o pai dele comprou.
Putz. Essa é a história. Que idiota.
Estevão é um nome bonito. É que nem Marina. Marina é um nome lindo. Raquel Maria. Maria do Bairro. Maria Mercedes. Maria morre de amor por Carlos Fernando, João Rafael… Maria morre de amores. Marias mexicanas.

Então, o Estevão era legal. Gostei muito dele. Conversamos sobre tudo. Adorei ele. Acho que isso nunca aconteceu. Eu conhecer alguém e conversarmos sobre tudo. Mentira, já aconteceu sim. Foi com um hare krishna — o Marcelo. Tenho essa mania, de decorar nomes e rostos. Se eu esquecer, realmente foi um lapso de memória. Eu vejo centenas de pessoas todos os dias e as que me chamam atenção eu nunca mais esqueço. Sério mesmo.