terça-feira, 27 de novembro de 2007

Lalala

Meu computador morreu. Ele morreu na quinta-feira, de velhice, nove anos é alguma coisa. Espero que consigam viver suas vidas normais sem mim, porque sumirei. É sério. No sábado reencontrei o Chapolin e outras pessoas que eu conheci naquele dia! Eu citei aqui, o Chapolin me ofereceu cachaça. Lembram-se? E conheci algumas pessoas. Fomos para um coquetel, difícil pacas de se achar. Foi divertido. Enfim. Eu amo vocês. Obrigado. Esperem por mim.
Contem-me de suas vidas, como vão?

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Meias prateadas

Merda. Pra te impressionar sentei naquela mesa. Odeio álcool, odeio o cheiro… odeio cerveja porque tem gosto de mijo. Uma porcaria. Mesmo assim sentei naquela mesa e bebi. Bebi esperando que você me visse. Mas você nem olhou, nem sequer percebeu minha figura bebendo e conseqüentemente não me achou foda e não se apaixonou por mim.
E aí eu saí puta da vida, enfurecida, pensando que no dia seguinte eu teria uma consulta no dentista. Droga, amanhã eu tenho consulta no dentista, está tarde e eu estou bêbada.
Voltei pra casa a pé e na chuva — amanhã ficarei resfriada. Demorei séculos para conseguir encaixar a chave na fechadura, fechadura que se localiza na porta. Consegui encaixar por causa de meu celular com luzes azuis néon. Entrei, chutei alguma coisa dura e quase arrebentei meu pé. Arrebentei meu pé. Pensei que estivesse bêbada o suficiente para não sentir dor e não sentir raiva ou qualquer coisa. Puta que pariu, está doendo pacas. Agora está sangrando. Foda-se, tenho que acordar cedo. Não posso me concentrar na dor, não posso, não posso me concentrar, tenho que dormir… dormi.

No dia seguinte, cheguei lá atrasadíssima e a sala de espera estava vazia. Entrei de cabeça baixa e quando levantei vi a sua cara. Meu pé estava enfaixado e meu nariz entupido.
— Machucou seu pé?
— É, só uma coisinha de nada.
E aí eu olhei para os seus pés e vi aquelas meias lindas. Brilhante, prateada… meio purpurinada, mas linda. Um pano macio… meias adoráveis.
— Gostei da suas meias. — disse.

Aí você me olhou no fundo dos meus olhos de um jeito indecifrável que me deixou inundada de excitação, tirou os sapatos vermelhos, tirou as meias e com uma mão composta por um lindo sorriso disse “Toma.”

Apaixonei. Amei. Amar dói. Doer dói. Dói cárie, dói cólica e pedra no rim.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Um beijinho na testinha

Vocês sabem o por quê eu demoro a postar? Porque tudo o que eu penso eu gostaria de escrever aqui. Meus pensamentos são em forma de texto. Talvez, alguém já tenha me visto pelas ruas do Rio de Janeiro falando os textos para si mesma, é… adoro conversar comigo e pensar nos meus pensamentos. Queria dizer que hoje comi a melhor torta do mundo. Mas ela é cara demais. Mas ela é pesada. E hoje é aniversário da minha mãe. Então, parabéns pra ela. Queria pedir desculpas por nossas 207838912378 desavenças, eu sei que ela não vai ler, mas eu queria e pronto. Eu sou facilmente irritável, então ela só me irrita de vez em quando. Eu herdei isso dela… irritar os outros por prazer, mas eu não irrito muito. Descobri que também herdei o senso de humor, descobri quando me peguei rindo de absurdos que ela me disse enquanto falávamos sobre essas besteiras do cotidiano.
Já que o papo é família, vou dizer, do meu pai eu herdei várias coisas ruins. Hahahaha! Mas eu gosto até. Eu gosto de ter essas manias de perseguição, ansiedade, pensar até a cabeça doer, achar que os vizinhos estão me vigiando, odiar frutos do mar (peixes principalmente) e essas coisas que fazem todos os seres humanos serem únicos (ou não).
Enfim.

Vou contar uma esquisitice minha:
quando eu tenho um amor breve, momentâneo e platônico de metrô, eu pego meu bloco de notas e começo a escrever sobre a pessoa, como ela é, faço minha declaração de amor e desenho ela.
Bom, supre um pouco minha paixão.

Hoje tive um amor breve de ônibus. Nunca ando de ônibus e tive que utilizá-lo por motivos maiores… só pode ser destino!

Não gosto dos meus vizinhos. Humpf.

Beijo no umbigo.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Nhac

Hoje eu fui no dentista tirar um dente malvado, aí a moça anestesiou minha boca, disse que eu não iria sentir nada por duas horas e tirou. Agora, trinta e sete minutos depois, o lugar de onde foi tirado o meu ex-dente está doendo um absurdo, minha boca está torta e eu babo sem perceber. Minha mãe diz que estou com a bochecha esquerda grande, mas eu não acredito — ela não percebe que as minhas bochechas são grandes assim mesmo, naturalmente. Acho que terei de usar aparelho. Só acho. Ficarei o ser humano mais nerd do mundo (mais do que já sou) se usar aparelho, já me bastam os óculos. Enfim, cooooooooooooooomo dói, Jesus! Como pode isso? Como pode doer tanto? Ahhhh, ahhhhmnjilnjkhihjk33!
Acho que eu vou na padaria sorrir pras pessoas e tomar uns cafézinhos.
— Seu Manoel, me vê três expressos e uma bolachinha.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

­ :D

(sim Lih, o comentário que você fez ontem, anteontem a tarde não apareceu)




Eu estava no metrô, curtindo a minha vida solitária e pensando na vida… quando duas mulheres faladeiras sentam do meu lado.
— Você conhece uma dieta que funcione mesmo? Já tentei todas… a da ervilha, a das frutas, a das tentações… e não emagreço!
— A das tentaçõõões? :O
— Você se serve de tudo o que quer e tem um minuto pra comer o que você quiser, mas continua na dieta básica.
— Nossa, adorei vou tentar. Escute, você conhece aquela do…

Saibam vocês que agora eu conheço todas as dietas do mundo. Tooooooooodas! Haha!

Rio de Janeiro está um forno! Nossa, esse ar abafado é tão desagradável. É sério, você acorda suando e dorme suando. E é o que eu sempre digo: o calor sufoca, as pessoas estão suadas e o chão quente, tão quente que daria pra fritar um ovo, nada de move. Vai dizer que isso é bom? Aí me vem os típicos cariocas chatos (eu sou um aborto carioca, ou seja, não sou carioca típica) falando das praias e barará. Eu gosto de praia só no frio (raros dias esses) e pra nadar (eu já ganhei um campeonato de natação quando eu tinha oito anos!), só. Porque se você vai na praia, consequentemente uma parte do dia já decorreu, o suficiente para a praia ficar quente e a areia queimar seus pés. Devo ser esquisita.

Nossa, que bom que o ano está acabando, que legal isso…! O clima de nostalgia, virada do ano, Natal, pessoas bêbadas na praia de Copacabana e essa porra toda. Muito legal isso, porque no começo o ano todo mundo quer que o ano acabe logo e chega no final até dá aquela saudade. Eu sinto falta dos anos de 2005 e 2006, porque foram anos bons, eu conheci pessoas legais. Conheci, porque hoje não falo mais com elas, o que é uma pena. Do ano de 2007 eu não vou sentir falta, acho que não… sei lá, coisas lindas aconteceram, mas sei lá… talvez seja porque eu ainda estou nele. Quem sabe em 2009 eu sinta falta de 2005, 2006 e 2007.

Brasil foi escolhido pra sediar a Copa. Tá. E aí?
Acho que todo mundo (algumas pessoas devem saber, ao menos) que eu odeio o clima da Copa. Sim, porque é um saco. Todo mundo se sentindo na obrigação que gritar “Brasil!” a cada 20 segundos e com aquela necessidade tosca de ter que provar que é brasileiro pro Brasil e pro mundo e que ama o seu país etc e tal. Quando tudo não passa de um clima de Copa, ela vai… ninguém mais anda em trajes verde-e-amarelo.
Eu me lembro que na última Copa (ano passado, né?) eu saí na rua, com as minhas roupas simples para ir comprar alguns pães para a família.
Pasmem: 5 pessoas me perguntaram o por quê da minha pessoa não se encontrar em trajes verde-e-amarelo. Então eu olhei no fundo dos olhos dessas pessoas, fiz um sotaque idiota americano e disse que não gostava da Copa. Então, eles me olharam como se eu fosse uma débil. Talvez eu seja.
Então, agora que a Copa vai ser no Brasil, páquepariu, vai ser um inferno! Fora que os meus vizinhos são loucos por futebol, toda vez que tem jogo (qualquer jogo) é uma chatice, ninguém consegue dormir. Dá vontade de ir na janela, gritar pra todo mundo se foder e chamá-los todos de vermes — isso é o que a minha vizinha faz, essa fanática por futebol — queria saber a sensação de fazer o que ela faz.

Agora vocês me dão uma licença que eu vou dormir. Beijo nos seus respectivos coraçõezinhos.