terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Nego num pode nem sorrir que trombadinha já passa a mão.

Sou vingativa: num mexe comigo.

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Minuto

Ironia: ontem eu disse coisas bonitas para Deus. Tipos que eu não digo coisas bonitas pra ninguém. Muito menos pra Deus.

Nego não pode ter um minuto de felicidade, viu… Mão-leviaram meu celular, gente. Meu atestado de rendição ao sistema. Porra, meio foda isso. Porque, né… fruto de trabalho suado e árduo.
E eu sou pobre. E eu vou ter que pagar a porra desses óculos que custam uma fortuna.

E roubar gente pobre é puta sacanagem. Sério, num tenho recursos. Ai. Espera. Deixa eu colocar a mão no peito, assim, no coração. Dói. Pera.
Mais um pouquinho.

Dói.

P.S.: Mão-leviar -> furtar
UPDATE: Mas ele foi baratinho. ELE FOI BARATINHO. Mão-leviaram da minha bolsa, pô. E, ah... meu ócros é de metal memo. A vendedora conseguiu me convencer que era melhor que o óculos indie.

Nadie

Daí que eu fui lá ver qual que era a dos meus olhos, lá, na doutora. A mulher levantou a mão e quase ceguei com a aliança brilhando. Ai, pára. Gente casada me choca. Provável que a mulher talzinha esposa fosse mãe de família também. Aí, beleza. Exames, exames. Opa, vamos colocar um colírio em você, ok? Ok.

Porra nenhuma. Só sei que eu tô cega e num tô enxergando nada. Aí, minha mãe resolveu que seria legal irmos logo comprar os óculos, porque ela é um ser afobado.Vamos olhar os óculos, ok? Ok. A mulher lá, com a maior cara de escrota do universo, maior nariz em pé, dando as sugestões de modelo mais escrotas. Aí, no auge da sua criatividade, ela pegou um que era v-i-n-h-o. Porra. Fiquei em choque. Em choque. Más lembranças. Vinho não, tira tira tira tira. Né. Infância, Raquelzinha, sete anos. Raquelzinha utilizava um da cor vinho (que eu passei a odiar depois disso), que ia até a metade da bochecha. Enorme. Até que um dia ele quebrou e a dona doutora mulher e o caralho a quatro resolveu que eu não precisava mais. Você num tem NOÇÃUM do trauma que um óculos que pega a sua cara inteira causa.

Aí eu CHOQUEI. Choquei. Aí eu escolho um, tá ótimo, bonitinho e aceitável. Aí ela chega e diz: “esses óculos que você está escolhendo pesam no teu semblante”Quê? Olha sóam, eu não vou pagar rios de dinheiro pra vendedora meia-boca dizer que os óculos que eu gosto pesam no meu semblante não, hein. Aliás. Minha mão. Minha mão que quer pesar no teu semblante, vadia.
Tô irritada. Geeeeeeeeeente, minha pupila tá on fire por causa do colírio.

Né. Aí que ontem eu comprei um relógio. E o relógio pifou. E aí, eu fui lá no tio do relógio dizendo “olha sóam, pifou!” e ele disse que eu poderia pegar outro, aí eu disse “olha sóam, quem dita as regras sou eu!”. Mentira. Eu disse “PORRA, MANO, NUM TÔ ENXERGANDO NADA!”.
Mentira. Eu disse “mas eu quero esse!”. Foi o único relógio que eu comprei na minha vida, aí ele pifa e o tiozão da meia idade quer dizer que eu posso escolher outro? Me larga, quero esse. E fim. Aí ele disse para eu voltar em meia-hora e tals. E eu disse “claro!” e aí, após um sorriso maroto, ele disse que jamais se esqueceria de mim.

Sei lá. Tomei um suco horrível e tô irritada.
Gente, mas eu num tô enxssserrgando nada.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Desaprendendo

Seguinte, eu tava lá, na minha, de pernas cruzadas, tomando meu habitual suco de abacaxi com hortelã, tipo assim, no meio do expediente. Coisa linda. Chega de café. Sem café na minha vida. Sem café. Não compro mais café. Agora sou light, só tomo sucos e me alimento de vegetais. Só no pão e água. Pão e água? Que pobreza. Não. Croissant e água Perrier, como já diria meu alterego.

Ai, do que adianta ela fazer o maior mistério em torno de si, onde não se refere a si em nenhum momento, sendo que no fim das contas ela assina “Annie”?

Hoje tirei o dia para mexer na minha estante de livros (sim, eu tenho uma estante de livros, livros-livros), sei lá. Olhar. Peguei rascunhos de todos os tipos, que eu guardo, porque eu não sei jogar rascunhos fora. Pro lixo: um saco enorme, com três quilos, com meus maiores segredos.
Nah. Esquece a parte dos segredos. Segredos: não tenho. Sério, minha vida é quase um livro aberto. Eu diria que é mais uma cartinha de amor em pedaços, fora de ordem, blábláblá. Clichê, né. Você sabe — sou clichê. Clichê e piegas. Mas, foda-se, né… Porque eu sou piegas mesmo e quero ver quem é que vai pagar as minhas contas! A parte das contas é brincadeira, porque eu acho cafona demais quando dizem “não pagam as minhas contas”, sério. Nem pochete supera.

Escute, debaixo da minha cama tem caixas com rascunhos bobos. Na realidade é só uma caixa, porque o resto eu tratei de jogar fora. Não sou adepta a isso, gosto de guardar, valor pessoal e tal. Guardar mesmo, só carta e escritos geniais, dos quais, obviamente, não vou expor. Sou bonitinha e discreta.

Mentira.

E, ao lado da caixa, tem algumas canetas, porque eu gosto de escrever na cama e aí elas acabam caindo. Minha preguiça é demais. Não tenho guarda-roupa, é tipo um criado mudo, sei lá que merda é aquela, mas eu queria comunicar-te que cansei. Cansei. Porque eu não gosto de reclamem da minha desorganização. E só podem reclamar da minha desorganização quando se possui um acesso válido as gavetas do criado-mudo ou sei lá que merda é aquela. Ninguém sabe, mas aquela bagunça é organizada. Pelo menos pra mim. Eu sei que as minhas duas calças preferidas estão abraçadas. Dur, é claro que eu sei. E eu sei que tem umas camisetas por cima. Normal. Tô mal de roupa, viu. Preciso. Necessidade.

Nossa, mas esse clima abafado e (h)úmido não tá rolando pra mim. Não mesmo. Porque, vê, uma pessoa com a minha Envergadura Moral não pode usar shortzinho vermelho, meio rasgado. Ai, coisa da Júlia. Júlia filha da puta. Tô quase pegando uma tesoura e fabricando uma regata na marra, sou impulsiva, mas sou contida. Quase uma contradição. Cabelo preso e tal. Minha irmã diz que o meu cabelo, desse jeito que eu prendi, é muito sexy e incomoda ela, porque ela não tem sex appeal, ou alguma coisa assim. Sei lá. Corta.

Pausa.

Aí que reclamaram da minha desorganização, porque eu sou uma moça e tal, porque é mais bonitinho, mais fácil de achar tudo, blá. Não quero. Fim. Curto privacidade fodida. Porque, imagine… A maçaneta da porta do banheiro quebrou. Aí é meio ruim, porque, imagine… Você tá tomando banho. Aliás, a paradinha cortina do box é transparente. Ai, pára.

Então que eu gosto de privacidade. De guardar bilhetinhos e rascunhos e essas coisas guêis (que foi pro lixo, porque estava meio tenso procurar calcinhas no meio de rabiscados). E ponto final. E eu vou jogar essa porra de criado-mudo ou sei lá que merda é essa fora. Fuera de mi viiiiiiiiiiida, diablo!

Parei de traços esquizofrênicos. Preciso exorcizar essas coisas do meu ser coisa e tal. Tá meio insuportável. Daí que, daí que eu vou comprar um baú. Um baú. Nada de guarda-roupa, armário ou sei lá mais que merda. Um baú. Baús são legais. Vou encher de adesivos e vou colocar um cadeado enorme. Ele é de marfim.

Vou comprar duas unidades daquela camiseta, com símbolo salva-vidas e “afoguem as feias!”. Uma eu vou dar de presente, após usar por uma semana. E a outra, é claro, vou ficar pra mim. Porque poesia como tal, não há.

Sei lá. Queria tanto que o meu sobrenome fosse Navarro. Tão fácil de pronunciar.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Ontem eu passei o dia todo abraçando gente desconhecida. Na chuva. Num sei que que é que esses gringo tavam fazendo na Cinelândia. Pensei que vivessem em Copacabana. Ou que fossem pra Santa Teresa quando quisessem uma parada underground cultural. Sei lá. Sou retardada e não sei mais o que dizer.
Sugestões aqui.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Dia de trabalho feliz e comum

Hoje joguei o Jogo da Forca com um garoto de 7 anos. Ele me contou que tinha um moicano, aí, sei lá, a mãe dele surtou e raspou a cabeça dele. A Yolanda resolveu trazer o neto, ou bisneto, sei lá (porque ela tem idade suficiente para trazer o bisneto! Meu Deus, ele é bisneto dela!). Daí que ela tinha que ir não-sei-onde, mas iria voltar. O que eu faço com ele? Mato?

— A dica é: tem no escritório. (pois eu sou criativa e utilizo coisas do meu ambiente de trabalho)
— Computador!
— Nah.
— C!
— Não tem C!

(_ _ _ _ _ _ _ _ _ _)

— P!
— Tem.

(_ _ _ _ P _ _ _ _ _)

— G!

(G _ _ _ P _ _ _ _ _)

— Ew.
— Grampeador!
— Droga. Agora é a sua vez.

(_ _ _ _)

— Qual é a dica?
— São só quatro letras!
Pensei: café.
— Mesmo assim! Isso é trapaça!
— Mas aí você vai acertar!
— Não é esse o objetivo?
— É, mas…
— Mas…?
— Ah, é uma coisa de se jogar futebol!
— Quatro letras, né? B-o-l-a.


— Nossa! Você é muito sacadora das coisas! Daí, cê sabe desenhar? Eu vou desenhar uma casa pra você!
— Desenha aí, então, garotão.
— Esqueci como desenha a casa! Tá feia! Tá feia! Tá torta!
— Olha só, quando eu tinha a sua idade, eu não curtia desenhar as coisas como elas são. Porque, veja bem… Todo mundo desenha as coisas como elas são. As coisas como são todo mundo faz. Quero ver é fazer tudo diferente e torto. Vou desenhar uma pessoa aí. Torto é mais legal. Assim, ó:
— Nossa!
— Eu tenho um amigo, que ele desenha super bem, assim. E ele é adulto, sabia?
— Ele é rico?
— Não é tão rico assim… Afinal de contas, ele é meu vizinho. Sabe uma coisa legal que poderíamos fazer? Tomar café! Sério, muito legal tomar café!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Fim de férias —> fim de enclausuramento em casa.

Agora, voltemos a programação normal.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Chapéuzinho que vale a pena

Então, ando no meu período de vazio criativo.

Acho que é porque eu não ando saindo de casa e me apaixonando loucamente por gente desconhecida. Você sabe como é? Férias. Sem trabalho. Sem café a toda hora. Vida chatinha, parada. Frívola, tipo chá das cinco. Insuportável. Não agüento ficar assim, parada, aprendendo que coautor não tem hífen. Me dá revolta, mas me dá uma puta revolta que você não tem noção. Mas, tudo bem. A prova é real, eu nunca aprendi a escrever, sempre ignorei regras de ortografia e não vai ser agora, mas, hah, não vai ser agora que eu vou ralar para aprender a me expressar via escrita de novo. Tenho problemas, troco letras, palavras, quero escrever uma coisa e quando eu vejo tão lá os pensamentos. Linha de raciocínio? Sem resgate. Puta gesto inconsciente mais fodido.

Esses dias, dia 2, dia dois fui num bar em Ipanema. Guêi. Totalmente guêi, com bandeira arco-íris e nome descolado. Homens sarados, bronzeados, com roupa de praia. Broxante, corta-tesão. Eu estava vendo um pesadelo: O Padrão. Não tinha diferença ali? Só eu e os meus amiguinhos, todo mundo diferente, todo mundo cheio de querer ser diferente. Companhia boa. O resto? Joga no lixo.
Sem histórias contadas no escritório e sem nada. Sou uma pessoa profissional e não coloco nada aqui, mas eu posso tipo que surtar que nem Diablo Cody e resolver que não tenho nenhuma ética. Seguinte, tem a Dona Yolanda, que sempre tá lá. Ela se casou três vezes. Segundo ela, o primeiro era um pobre, sem futuro, sem bens, sem dote algum. Mas ela gostava dele, do sorriso, sei lá. Dona Yolanda tem três paixões: música e café e primeiro marido sem dote, já falecido. Ela me contou enquanto tomávamos café. Ela perguntou se eu gostava da Dolores Duran. Amo.
Amou, casou e morreu. Ele. Outros dois casamentos? Ela é franca comigo e me diz que foi pela grana, porque viver sem grana não dá. Realmente — sem grana não dá. Na realidade, eu nem preciso de dinheiro, sou uma pessoa desapegada, porque, porra… Porra, se eu quero viver, eu viro hippie e aprendo a vender colar de sementinha lá na Cinelândia, deito em frente ao cinema, vivo na malandragem. Sem problema. Simples assim. Puta não rola, porque ser puta já é demais. Putas sustentam a família, marido e filhos. Não quero ter essas coisas. Sabe?

Estorvo demais.

domingo, 4 de janeiro de 2009