quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Se o Blogger morrer de novo, podem me procurar no Wordpress.
Meia noite e trinta e quatro , oficialmente quarta-feira, dia trinta de dezembro de dois mil e nove. Em vinte e quatro horas tudo estará perdoado, porque nas vinte e quatro horas seguintes, as pessoas estarão bêbadas nas ruas com medo do final de uma década. E pensar que há dez anos eu tava num quarto babando no meu joelho, vendo um comercial que dizia que entrávamos num novo milênio coisa e tal, que seria maravilha. Então eu disse “ok” pra tevê.

Em algum tipo de mundo alternativo e ideal, as minhas unhas não estariam com essa cor vermelho whore.

As suas unhas são tão pequeninas.
Sim.
Posso pintá-las?
Não, não pode.
Por favor.
Te dou dez reais.
Tá tudo bem, então.

Hoje é quarta-feira e hoje eu não fui olhar a caixa de correspondência. Acho que os Correios estão em recesso. Todos os dias (incluindo domingos e feriados) eu vejo. Acho que, de algum modo, eu espero receber cartas inesperadas. Bem, uma vez aconteceu.

Acho que estou com vontade de chorar. Vou prender a respiração pra ver se passa.
Ah, essa é a técnica para parar soluços. Droga. Uma vez eu quase morri assim.

Hoje eu escrevi umas coisas bem eróticas, mas não sei se deveria mostrá-la a vocês, pois detesto ler pretensões de coisas eróticas, mas adianto que não há diminutivos, tampouco gírias que dizem respeito a genitálias.

Tentei estourar todo o plástico bolha que tinha na minha casa pra ver se aliviava a tensão. Não adiantou — de qualquer maneira. Eu queria abraçar alguém amanhã e ficar algumas horas assim.

Invista bastante tempo em momentos de lazer e ócio como, por exemplo, a famosa orgia selvagem no asfalto quente de São José do Rio Preto.

Só testando se você leu até aqui.

sábado, 26 de dezembro de 2009

“Raquel, eu sou do tipo que vai numa livraria e vê uma garota das artes. Fico pensando na música que ela colocaria pra tocar enquanto eu fizesse um oral nela.”
Depois tem gente que me pergunta por que eu gosto tanto dele.
Ontem eu viajei.

Tinha um “eu te amo” escrito na cadeira da frente. Eu olhei fixamente a viagem inteira. Talvez porque eu quisesse que fosse pra mim. Euteamoeuteamoeuteamoeuteamo,porra.
Esses são os versos mais bonitos do mundo, galera. Feliz natal.

you will know, with her feet down to the ground
over there, and i want true love to grow
you can't hide, oh no, from the way i feel

close your eyes and let's pretend
we're little children once again
sticky fingers, dirty minds
when i touch you, girl i come alive

i don't know when i lay down on the ground
you will find the hurts to love
never cared, and the world turned hearts to love

if you're wondering why
look into my eyes
does she not understand
take me by the hand

close my eyes
feel me now
i don't know, maybe you could not hurt me now
here alone, when i feel down too
over there, when i await true love for you

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Eu não gosto do Natal. Ninguém vai dizer que resolveu implantar uma orelha no braço mesmo.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Eu sei que quando você vai atravessar a rua, você olha pros dois lados. Quando você olha pros dois lados da rua, você parte do pressuposto irracional de que algum carro, caminhão ou moto, bike, sei lá, controlado por uma mão humana, possa vir na mão contrária.

Esses dias, num momento de distração um carro dando a ré quase me atropelou, porém eu dei um pulo e salvei a minha vida.

Agora você imagina, eu morrer atropelada por um carro dando a ré, em frente a uma paróquia que você nunca vai ouvir falar o nome, de uma forma imbecil, cantando Funky Town. Eu também atravesso a rua olhando pros dois lados. E olho pra igrejas, calçadas, pessoas… tudo em potencial que possa me assassinar num dia bem bonito, tipo 16h.

Lembranças da infância, parte dois, dezembro de 2009

Quanto eu era criança, as poucas vezes que eu chorava, minha mãe dizia que não era bom eu chorar, pois as minhas lágrimas iriam acabar.

Então, quando eu chorava, era uma cena escandalosamente longa, porque eu queria acabar com o meu estoque de lágrimas para não precisar chorar mais.

Hoje, conversando com uma amiga, eu comentei que eu nunca chorei pela perda de alguém — seja por morte ou porque as pessoas vão embora da sua vida (porque essa é a ordem natural dos acontecimentos). Terminei a sentença dizendo que quando a minha mãe deu o Lolo (Lolo, o cachorro felpudo) para o zelador (porque o mesmo o achou bonito), eu chorei a noite inteira.

Escrevendo isso, eu percebo que, afinal de contas, mães também mentem.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

Querido diário bacanudo,

Hoje eu tive trinta e nove graus de febre.

Boa noite,

sábado, 12 de dezembro de 2009

— Se eu fosse um desses moradores que vêem as pessoas no bondinho, eu dava um tapa muito forte na sua bunda se te visse passando.
— Putz, aquela família tá olhando a gente tem uma meia hora. Uma mãe, duas tias, uma filha, dois filhos, marido.
— O filho mais velho está de casaco e depois a estranha sou eu.
— (…)
— Você se lembrou de piscar pra eles quando foi retribuir o olhar?
— Aquela loja ali é de quê?
— É uma loja que vende produtos para skate.
— Será que eles vendem cintos com fivelas grandes e maneiras?
— Não sei. Quer ir perguntar?
— Melhor não, acho que eles se especializaram nos tênis fofados.

domingo, 6 de dezembro de 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

As fotas

q
O mais chocante de todos. Renata Prates, Pratas, sei lá... MORRA.
Ou então vem sentando.


Revolucionário. (Obs.: Eu sei quem escreveu isso.)

Achou que a proposta contemporânea ia ser bacana e na hora broxou.

Bonitinho. Ly: dedico.
Letra feia porque tava desconfortável. Vida de canhoto é uma bosta. Oi.