sábado, 23 de janeiro de 2010

Preciso de alguém pra conversar sobre nada. Hoje eu conheci um amigo do amigo, tipo… ele se apaixonou instantâneamente por mim, porque eu não parava de falar (não parava mesmo, pausava pra tomar café) e contar histórias e humilhá-lo pela sua futura calvície! Mas não era uma humilhação de coração, tipo aquelas que fazem quando você está na escola, sabe? Era de brincadeira, tipo de coração e ele sempre sorria, porque eu sou muito bacana, mesmo. E começou a chover e a gente olhou na janela e tava alagado. E falamos sobre cortes de cabelo e sobre muitas coisas, tipo andar de skate e gente que não sabe dar um ollie sequer e quer se mostrar na pracinha. Tipo… sei lá. Tipo… a gente falava do meu tênis super limpo e novo (aquisição de Reveião) e que ele iria sujar na chuva e coisas e que eu poderia simplesmente ficar de meia e ir andando. Sabe, uma vez eu fiz isso e quem quiser eu mando a meia por Correio (haha, não), mas, sério, ela nunca mais foi branca, nem amarela… apesar de eu tê-la lavado mais vezes do que eu tomo banho por dia nos dias de calor do Rio de Janeiro, cara, incrível. Enfim… ele me guiou até o ponto de ônibus (sim) e o tênis nem sujou, a rua ficou sem água, enfim, milagre de Deus. Então, essa semana e a outra que passou e a que virá eu vou andar de ônibus. Nunca tive nenhum problema com ônibus, mas é que o metrô anda numa situação difícil com todas as suas obras ao mesmo tempo, o ar-condicionado NUNCA funciona, vira um churrasco humano, as composições mais cheias que o normal, cotoveladas a mais, fora que rolam uns intervalos absurdos tipo de 7 (sete!) minutos no horário de pico e eu fico puta. Cara, tá passando um filme agora na Globo, MUITO privê, caralho, sexo selvagem e explícito, altas posições… olhei imediatamente pro logo para ver se não era da Band, né. Como eu tava dizendo, eu disse pro meu amigo me levar no ponto e eu fiquei uma hora e meia no trânsito e aí eu lembrei o porquê eu ando de metrô, porque andando de metrô eu tenho controle do tempo e isso me faz pensar que eu sou controladora pra caralho e que eu deveria parar de ser assim, na moral. Como eu tava dizendo, eu REALMENTE preciso conversar com alguém sobre nada, porque se eu olho pra cima eu vejo muitos parênteses e palavras em caixa alta e eu tô fazendo um puta monólogo sem fim e, tipo… Eu sinto que não dei nenhum parágrafo.
Um segredo: algumas vezes eu visualizo a página desse blog pra ver se tem post novo. Sou doente.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

“Sonhei que você comprava club social no mercadinho em que eu era caixa. Nem me reconhecia, e eu ficava tentando te fazer lembrar de mim. Snif.”

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Superhero.
— Filha, você namora?
— Não, pai. Eu não adepta a relacionamentos amorosos e/ou sexuais que nem todo mundo. (mas se alguém se interessar, me liga… ok, não acho que alguém vá se interessar)
— Boa menina.
— Filhinha, essa foi a faculdade onde eu estudei, só quis estudar aqui pra olhar o campo de Santana pela janela e as cotias correndo.

Papai

Semana passada encontrei com o velho. Se eu sou assim é por culpa dele, assim. A pauta foi sobre como ele conheceu a minha mãe, sobre como eles sonhavam em me dar um tapa quando eu era bebê para ver se eu estava viva (eu não chorava), Rainha Vitória devassa protegedora da moral, Rainha Elizabeth devassa do bem, reencarnação, ideologia política, meus três irmãos machos de 1,90 bem-sucedidos pra caralho na vida.

Tudo isso co-relacionado.

— Não sei onde eu errei na educação do seu irmão que ele acha que é certo comprar carro do ano todo o ano, casa em cada estado onde mora e ainda dizer que é uma p-r-i-o-r-i-d-a-d-e. Eu posso até parecer um mendigo, mas pelo menos eu tenho cérebro.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Vendedor da loja: Esse celular aqui você pode jogar na parede que não acontece nada… agora esses celulares, como diz? Sony… Sony Érissom (alguém diz no fundo: “Ericsson”)… esses celulares são só beleza, durar que é bom nada… não é, Carlinhos? Tudo vem pra assistência técnica porque são tudo uma porcaria.

Carlinhos (também vendedor): Isso mesmo. Ninguém quer aquele ferro preto da Black & Decker porque ele é feio! Mas é o melhor que tem…

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Meu pai me liga semana passada (depois de, sei lá, um ano?).
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— Oi, filha. Tô vivendo num sítio no interior do Rio, sem tevê, sem telefone, sem nada… só com livros e jornais, sabe, tava aqui pensando, estaria tudo bem se a gente fosse almoçar num restaurante na avenida em que eu conheci a sua mãe?
— Você já viu Paranormal Activity?
— Não.
— Vamos ver, então. Na minha casa. Eu compro um vinho e a gente vira até o dia seguinte. Já é?
— Já é.

sábado, 2 de janeiro de 2010

“Não acredito que o melhor dia da sua vida foi dormindo na minha cama.”
— É uma banda boa até.
— Você quer que eu passe de ano escutando uma banda “boa”?
— Cinco minutos antes eu tiro e coloco o Sigur Rós.

Sigur Rós me lembra algumas coisas. Algumas lembranças. Ano passado foi Sonic Youth.