quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Rock Band pra celular é tipo a coisa mais legal do mundo inteiro.
Voltei a minha rotina diária de amores platônicos no metrô. Hoje eu estava tomando cappuccino, comendo chocolate e olhando lá… pra sempre.

Digo que voltei porque esqueci os meus óculos na casa do Bibo há quase dois meses, na virada do ano, coisa e tal. Agora ele é possuidor dos meus óculos de lentes arranhadas.

Então, no começo do mês, fui adquirir novos óculos. A vendedora, ao contrário da outra, não era uma escrota que falava de semblantes, pelo contrário, era super dominatrix e falou “meu nome é Daniele e você vai escolher esse” e eu ok, porque eu não sei dizer não a pessoas com posturas dominatrix.

Daí que é o modelo igual, tipo… igual ao outro, com algumas diferenças pequenas, mas é igual. O lado bom é que esse não suja fácil, não fica descendo pelo meu nariz, não borra com facilidade quando eu tomo café e me possibilita excluir em segundos os meus três graus de miopia e, com isso, eu posso me apaixonar instantaneamente no metrô novamente.

Hoje foi um dia chuvoso, o que torna o 3º melhor dia do ano, visto que o 1º e o 2º, quinta e sexta-feira, respectivamente, foram os primeiros chuvosos e escuros e semi-frios.

Hoje foi um dia chuvoso e eu sempre lembro que naquele dia em que as pessoas tavam de cachecol em pela Cinelândia, era um dia como esse.
— Então, eu entrei no chat com o nome de Maura e ele de Chico… aí quando a gente foi se adicionar o nome dele era Juliano e o meu Juliana.
Quando eu fico muito tempo sem postar é porque eu não tenho nada pra dizer.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Papo picante

E aí eu tava lá, fora da órbita, pensando no nada, com vontade de cair, sentar, sei lá, quando eu escuto “sabe, eu nunca tive sonhos mais… picantes, não” e aí eu rio, mas eu rio com vontade, gargalho, sei lá. Quase ninguém escutou uma gargalhada minha porque eu não costumo gargalhar, só rir e sorrisinhos, mas a gargalhada é aquela coisa superespontânea, incontrolável e audível a metros de distância. “Picante”, sabe… picante. Que termo mais engraçado, tipo… eu não conseguiria falar sonhos picantes sem rir, nem ouvir. A outra lá diz que também nunca teve sonho erótico. Olham fixamente pra mim. E você, Raquel? Que me diz?

— Olha,

Sabe como é? Wild sex em festa de família, coisas fetichistas, já faz um tempo até. Sorte que eu não sou daquelas pessoas que dizem “sonhei com você!”. Eu guardo pra mim, sou discreta. Aí vê.

— Sonhei com você!
— Ah, jura? E o que você sonhou?
— Putz, sabe que eu não lembro?
— Ah…

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A Mari

Eu: Quem é aquela ali?
Amigo guêi: Ah, aquela ali é a Mari.
Eu: E aquele ali é o namorado dela e ele encana com você porque você é viado? Ele tem cara de quem surra um quando vê.
Amigo guêi: Não, Raquel. Ele é bissexual e tudo… e eles não são namorados.
Eu: Ah…

Amigo nº 1: Ela é linda.
Amiga nº 2: Ela é gostosa pra caralho.
Eu: Gostosíssima.

Uníssono: GOSHXHXSHHTOSAAAAAA!

Amigo guêi senta-se a mesa com os amigos nº 1 e 2, após uma cena surreal de tesão coletivo e, sem saber de nada, diz: “acho que vou chamar a Mari pra sentar com a gente, tudo bem pra vocês?”.

Uníssono: Quem é Mari?

O amigo guêi: … a gostosa.

Uníssono: Ah… é.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

“Quando ela pegou essa garrafa, eu pensei que ela fosse simular um sexo oral.”
Primeira sexta-feira em anos que faz jus aos comerciais de cerveja na minha vida.
— Adoro te encontrar do nada assim.
— “Te encontrar” não, afinal de contas, eu corri atravessando a rua, eu tropecei e me ralei no chão, eu chamei a sua e a atenção de todo mundo… eu-eu-eu. Se bem que o Gabriel que te viu, porque ele tem a melhor visão a distância do mundo.
— Então, o que vocês tavam fazendo?
— Se amando. Brinks. A gente tava indo comprar cocaína. Ok, brinks de novo. Não sei bem.
— Ah.
— (…)
(…)
— Então, do que você se arrepende?
— Eu? Putz, que raio de pergunta é essa?
— Ué, é uma pergunta.
— Ah, de nada não… não que eu me lembre.
— Nossa, isso foi tão resposta de prostituta. “Não me arrependo do que fiz, só que não fiz, blablabla” e essa resposta é brega, tipo “ninguém paga as minhas contas” e,
Oh well
Ok. Não morreu. Eu recebo um número meio bizarro de visitas aqui que eu não sei de onde vem.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Acho que o contador morreu pra sempre. :(
Hoje eu tava na sala de espera do médico, senha nº 819. E eu tava com o meu aparelhinho tradutor de pensamentos através da música. Então, começa a tocar Love Shack, sabe? E eu lembrei que mais cedo eu sonhei que me chamavam pra uma orgia e eu dizia que não ia saber administrar e que preferia ser voyeur, aí eu ligava Love Shack no play e acabava com o clima e todo mundo ficava puto comigo.

Próxima música.

Que playlist louca, quem projetou essa porra? Fui eu? Ah é, fui eu. Mas eu não lembrava de ter colocado essa. Aí você vê, calor de quarenta graus, atravessei o campo de Santana chapada pelo sol… e ainda tem um filho da puta que diz por aí que na realidade a terra está esfriando. Acho que já ouvi essa analogia em algum lugar.

Aí você vê, salinha branca e tem a recepcionista lá que fica rindo no telefone, falando safadeza. Nada pessoal., mas do meu lado tem um casal de velhinhos tipo Tarcísio Meira e Glória… Menezes (“Quem é casada com o Tarcísio? É a Glória Maria ou a Glória Pires?”, “É a Glória… Menezes” — nunca vou esquecer disso)? E ela ri com ele, o que significa que depois de oitenta anos ele ainda sabe ser engraçado e eu que fico pedante em dois meses.

Salinha branca pequenininha, com uma tevê enorme, que mostra como faz um bolo com uma cobertura que parece porra. Esse micro projetinho de salinha me dá claustrofobia, mas aí tem essa música idiotinha e, de repente, fica agradável e eu sinto um frio de julho que sobre as minhas pernas e vai subindo.

Quando tá frio eu uso o short mais indecente e o maior casaco que tiver no guarda-roupa. E meias. E aí me vem uma imagem qualquer, de um ano qualquer. Eu, sentada na cadeirinha, pensando que puta que pariu, ela vai me matar e faltam cinco mintuos. Eu, de shortzinho e meia. Eu, trepando de meia. Frio pra cacete.
Mas é só uma música que mexe com o meu biológico, sensações y emoções, já mexeu mais, acho. Tô com sono, não durmo há vinte-e-quatro-horas e preciso fazer um exame de sangue, mas aí eu preciso ficar de dez a doze horas em jejum e eu tô com trauma de exame de sangue, porque da outra vez o cara pegou a veia mais no canto do braço e ficou dolorido e roxo por uma semana.
Se bem eu bati num lugar qualquer e o meu braço tem um roxo enorme faz uma semana, também. E eu ainda passo por aquele caminho.

Doutor Wottrich me chama. Ah, que voz agradável e macia. Ah, que meigo, que pessoal. Sr. Wottrich.

— Respira fundo.
— Tô respirando fundo, profundo, tudo ao mesmo tempo…
— Qual foi a última vez que você veio aqui?
— Putz, sei lá… faz muito tempo, muito mesmo, muito tempo, nossa… esqueletos.
— 2007.
— Há três anos, né? Há três anos eu não conseguia estalar os pulsos, então faz tempo.
— É.

Ela fodeu com a música do viado novaiorquino. I shouldn't.,

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Raquel disse (20:07):
Quinze minutos tentando falar com você, ein
Raquel disse (20:07):
Na moral
Raquel diz (20:09):
Cara
Raquel diz (20:09):
OOIOIOIOIIOOIOI
Raquel diz (20:09):
Tipo que eu mando 349438943894893 mensagens pra você e nenhuma vaaaai
Raquel diz (20:09):
Então eu posso falar tipo, qualquer coisa
Raquel diz (20:10):
Eu tenho uma cicatriz na perna de quando eu tentei andar de bicicleta... no ano passado. Nunca aprendi.
Raquel diz (20:10):
E eu tenho um sinal que… deixa pra lá.

A mensagem a seguir não pôde ser entregue a todos os destinatários:
Cara

A mensagem a seguir não pôde ser entregue a todos os destinatários:
OOIOIOIOIIOOIOI

A mensagem a seguir não pôde ser entregue a todos os destinatários:
Tipo que eu mando 349438943894893 mensagens pra você e nenhuma vaaaai

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Então eu posso falar tipo, qualquer coisa

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Eu tenho uma cicatriz na perna de quando eu tentei andar de bicicleta... no ano passado. Nunca aprendi

A mensagem a seguir não pôde ser entregue a todos os destinatários:
E eu tenho um sinal que… deixa pra lá.