domingo, 31 de outubro de 2010

— Será que pega mal se eu descobrir o nome do seu pai, sua mãe, tia, vó, sei lá… procurar na lista telefônica quem detém o seu número (e eu sei que não é você) e descobrir o telefone da sua casa, te ligar numa madrugada dessas, só porque eu estou com saudade? Por mais que eu jamais o faça, se eu pensei nisso… é porque você é especial pra mim.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Lista de tesões platônicos da academia:

1. Carinha que entrou ontem e tem o cabelo preto, barba (cerrada) preta lisa, um corte de cabelo simples e incrível, leve estrabismo, cara de bondade, voz sexy, que me dá atenção necessária para que eu me sinta especial sem que eu a requisite;

2. Carinha enorme de uns dois metros que fica correndo freneticamente na esteira com fones de ouvido, de barba igualmente cerrada preta e cabelo preto;

3. Garota alta pra caralho, magra, sei lá... que me despertou os meus profundos instintos, que tem a porra das coxas, bundas, braços, barriga, costas, cara etc, mais bonitas do mundo que formam um lindo conjunto harmonioso pra caralho e que quando solta o cabelo eu quase piro, tenho um orgasmo, por aí, com quem dia desses eu flertei soltando um “e aí, você é modelo ou garota propaganda de loja de departamento?”, acompanhando de um olhar malicioso e sorriso cínico, que hoje descobri o nome após dizer “e aí comprida? prazer, sou Raquel e você?” - nome: Gabrielle, sorriso mega doce e voz doce que contrapõe a cara de mina escrota, enfim, meu tesão maior de todo o mundo, que quando passa eu suspiro e acho o máximo;

4. Garota loira com cara de filha da puta nojenta (mais que eu), linda pra cacete, pequenininha, mignón, assim, mas que sempre sorri quando eu faço algum comentário aleatório;

5. Garota que é a cara da Juliana Lohmann quando fazia O Beijo do Vampiro, eu até fico na dúvida, qualquer dia pergunto se ela É a Juliana L.,, mas que eu não consigo definir se é uma vagabunda (atitude e expressão facial) ou se é espontânea e alegre (riu alto pra caralho durante uns três minutos de alguma coisa boba). Vascaína.

6. Nicolas.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Outubro é o meu mês preferido.
A Rez é uma pessoa muito importante na minha vida. Sério, sei lá. Nem se consigo dizer ou expressar o quanto. Não costumo fazer homenagens aqui, muito menos para datas específicas, mas hoje faz dois anos que a gente se conheceu. A gente só sabe disso porque foi uma semana antes do aniversário dela, quando eu resolvi ligar, zoando o sotaque e a porra toda, fazendo piadinhas bestas que só ela ri, coisa e tal.

Ouvi-la é sempre muito bom. :) O que me faz triste e feliz, ao mesmo tempo. Porra, dois anos que ela apareceu na minha vida, através de uma conversa aleatória sobre como eu sou especialista em afastar as pessoas e tínhamos isso em comum. Não nos afastamos, acho. Não do jeito que afastamos o resto das pessoas.

“Eu já tive um coelho. Ele morreu, ou ele fugiu… Só sei que uso o meu ex-coelho como metáfora para minhas relações — eu afasto as pessoas, afasto coelhos e todo mundo que fica perto de mim se fode.”

Essa (minha) declaração foi o ponto inicial que eu lembro.

lovegood, goody two-shoes ☆ diz (23:47):
vontade de abraçar você, hah
lovegood, goody two-shoes ☆ diz (23:47):
tá, vou.
lovegood, goody two-shoes ☆ diz (23:47):
fica bem.
lovegood, goody two-shoes ☆ diz (23:47):
:*
Raquel - Feliz Reveião ae galera diz (23:48):
Vontade de dormir com você.
Raquel - Feliz Reveião ae galera diz (23:48):
Mas só por quinze minutos,
lovegood, goody two-shoes ☆ diz (23:48):
né.
Raquel - Feliz Reveião ae galera diz (23:48):
depois ia te expulsar,
Raquel - Feliz Reveião ae galera diz (23:48):
porque calor baleia a vida.
lovegood, goody two-shoes ☆ diz (23:48):
não ligo.
lovegood, goody two-shoes ☆ diz (23:49):
iam ser os melhores quinze minutos.
Raquel - Feliz Reveião ae galera diz (23:49):
E eu ia dormir de bruços no chão só de birra.
lovegood, goody two-shoes ☆ diz (23:49):
hahah
lovegood, goody two-shoes ☆ diz (23:49):
os melhores quinze minutos.
lovegood, goody two-shoes ☆ diz (23:49):
:*
Raquel - Feliz Reveião ae galera diz (23:49):
Melhores.
Raquel - Feliz Reveião ae galera diz (23:49):
:*




Te amo pra caralho. Não esquece.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Segunda-feira

Posso falar a minha história banal, patética e desnecessária do dia? Que ninguém quer ouvir, mas que eu quero registrar?

Puta que pariu, tá muito frio. Muito frio mesmo, o tipo de situação em que a solidão te deixa nas situações e desejos mais inimagináveis: colo. E isso me deixa bem puta, porque eu quero muitas coisas que não dependem unicamente de mim, eu quero beber, eu quero carinho, eu quero colo, eu quero sexo, sei lá, cigarro e eu nem fumo. Só tenho cara, jeito e tudo de ordinária, mas o meu coração é puro.

Hoje eu esqueci o blazer no trabalho — voltei pra casa debaixo de chuva, andando normal, como sempre… o meu passatempo é ver as pessoas correndo, como se fosse adiantar alguma coisa., molhar menos, como se fizesse alguma diferença. A minha mãe perdeu o meu guarda-chuva caro que eu comprei há mais de um ano. Sentei num banco que estava (parecia estar) relativamente seco e fiquei lá. Pensando nas coisas que eu desejo, que por ora parecem ser necessárias e vitais para o meu bem-estar, mas que amanhã ou depois, serão supérfluas e desnecessárias. Algumas vezes eu não queria ser assim, tão instável. Se bem que isso é bem paradoxal, visto que escuto de quase todo mundo que eu não mudei em três anos. O que significa que eu ainda sou a mesma filha da puta ordinária preguiçosa boa porra nenhuma que não evolui verdadeiramente, só conceitualmente, planejar e não colocar na prática. O que eu queria dizer que não foi como se fosse uma chuva torrencial, foi uma chuva fina que engrossava aos poucos, enjoativa. Raciocinei um pouco sobre a realidade que eu acho que me cerca e momentos nostálgicos e eu espero realmente que não tomem o meu blazer prá Cristo, porque eu comprei numa promoção muito especial há uns meses e ele é capaz de me aquecer, bem do jeitinho que eu quero.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

— Tá na Bíblia que a mulher tem que ser submissa ao marido e eu concordo.
— Quê? Como é que a mulher vai ser submissa ganhando mais que ele, sendo que ele bebe, fuma, cheira e tá desempregado?
Costumava falar que eu, como sou pobre, com cinco reais na mão, iria pra lua. Acho que se eu encostar perto de você que eu vou pra lua, cara”.

sábado, 2 de outubro de 2010

Ontem, enquanto conversava animadamente via MSN com a Anna de Brás Ilha, lembrei de uma conversa que tive há duas semanas, mais ou menos:
— Não sei se sou boa em alguma coisa, pelo menos nada que eu possa lembrar agora.
— Deixa disso, todo mundo é bom em alguma coisa.
— Isso parece mais uma frase de livro de auto-ajuda. E todo mundo sabe que essas frases de livro de auto-ajuda não ajudam porra nenhuma, além de que, normalmente, são mentiras descaradas e maquiadas para fazer as pessoas se sentir um pouco melhor.
— Conta, Raquel. Pode abrir o jogo, vai. Me fala uma coisa que você gosta de fazer e faz bem.
— Sexo.
— (…)
— Que foi? Foi a única coisa que me veio a mente.
— Ah… mas… putz, é que eu não esperava, pô, você me entendeu…
— Eu também sou uma exímia jogadora de xadrez.
— Xadrez? Você?
— Sim. Por que?
— Sei lá… é que, você é tão…
— Cara, veja bem: você é a pessoa mais certinha que eu conheço, que encanta todo mundo com o seu humor, que nunca fica nervosa ou triste ou com raiva, se bem que eu já te vi com raiva… mas é uma puta raiva contida, como de uma criança japonesa. Fora que, você inteligente pra caralho, bonita pra caralho… Vou inverter a pergunta, além de transformá-la em uma afirmação: alguma coisa de ruim você deve ter. E eu acho que você é ruim de cama.
— Isso você nunca vai saber.
— Não tenho tanta certeza disso.
— Nem eu.

22/set

Acaba de escurecer. É que eu queria falar de tanta coisa ao mesmo tempo, do tudo, do nada. A noite é o período do dia onde as coisas acontecem, onde há uma sensação de liberdade. Durante o dia somos subordinados à rotina e as coisas que fazem a nossa vida ser coletiva, onde você não exerce controle sobre absolutamente nada. Eu não posso, por exemplo, sentar no lugar onde eu me encontro nesse minuto e ficar pra sempre aqui, por mais que eu queira. Afinal de contas, os deveres me chamam.
Por mais que eu queira, a porra da minha vida não é minha, porque eu não posso fazer o que eu quiser. Os outros e o Além provavelmente me julgariam errada. Mas eu não tenho a mínima vontade de ser como as outras pessoas. Nunca tive essa vontade de acordar cedo pra ouvir um monte de blá blá blá que eu não tenho o mínimo interesse em saber, a minha vontade de querer acordar cedo é, entretanto, um pouco mais poética, talvez para ver o mar. Nunca tive interesse em almoçar sempre nos horários certos. Eu sou toda errada, mas isso você deve saber. Se isso é viver, porra, que merda de vida, onde eu tenho que fazer o que todos querem e jamais a minha própria vontade.

Obviamente eu tenho consciência que se eu não acordar na hora em que devo acordar, eu vou me atrasar e se isso acontecer com o mínimo de freqüência, vou ser despedida — se eu não trabalhar eu fico sem dinheiro, dinheiro esse que paga os meus passeios solitários, bebida, comida, as meias furadas que eu uso… Se eu necessito disso, então, eu necessito aprender tudo o que eu não quero, almoçar em horários regulares — caso contrário, fico com fome, conviver com pessoas que eu não desejo conviver, me vestir como eu ser humano de respeito e compostura, cronometrar cada minuto do meu (nosso) dia. Então, simplesmente, a vida não é minha. Mas já está escuro e eu já posso ver as estrelas, então, por ora, nada disso importa.

E eu possuo o tempo do mundo pra escrever. Não é todo, mas eu o possuo, porque eu possuo o que eu quiser e a quem, menos a minha vida, ou o que me fazem acreditar. Eu sou um ser repetitivo, minhas frases são quase cíclicas, mas eu posso dizer — de novo — que eu posso escrever o que eu quiser e pode ser até o amanhecer, talvez. Em algum momento devo ter falado algo sobre meus surtos para escrever normalmente provém de momentos tristes ou (extrema) felicidade. É a primeira opção dessa vez.

Estou triste porque eu tomo a tristeza dos outros para mim. Sinto pena por vê-la chorar e dói tanto em mim que é como se fosse comigo, sempre é assim. E é lindo, ao mesmo tempo, porque seus motivos para o choro são simplesmente casam com o que eu penso, pelo menos a minha raiz revolucionária anarco-imediatista. Mas eu me vendo a vida coletiva que eu não quero; ela, não. Mas você sempre pode ter o raciocínio anarquista-imediatista-inteligente, no qual você não destrói o sistema de fora pra dentro e sim de dentro pra fora. Como o meu pai, militar, coisa e tal.

Queria que essa minha capacidade de absorver tristeza se convertesse em felicidade, imagina, seria como uma droga instantânea. É bonito ver alguém se importando com os outros, independente de tudo. É que, às vezes, eu queria pegar o sofrimento de determinadas pessoas e ficar pra mim, nem que fosse pra sempre. E eu falo como se fosse simples, eu acho que isso é o que eu chamo de altruísmo cristão, um pouco mais além do entender. Mas eu não consigo definir, entender toda a gama de sentimentos e sensações, acho que é profundo demais pra mim.