quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Copacabana me chama. Sim, eu sou brega e clichê. Vontade de colocar meu celular aqui pras pessoas ligarem me desejando coisas boas e tal, mas e o medo?
Ah, vá lá… só um dia: (21) 9256-XXXX.

Update: fiquei sem internet (ainda estou) e só hoje pude mudar a postagem. Creio que é um sinal do destino me dizendo “agora todos os tarados do mundo tem seu telefone”.
Dia 10/5 sou eu.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Algo para se registrar: estava no microondas*, quando passei a prestar atenção na conversa de duas mulheres a minha frente:

— Amiga! Fui no Arpoador e tô com uma marquinha liiiinda do meu biquíni!
— Jura? Também! Coloquei aquele fio dental que você já conhece…

Páro e penso. Putz, as únicas marcas que eu tenho são de onde terminam as mangas da minha camisa/camiseta e a gola.
Microondas: ônibus

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

E essa aqui me faz querer dançar sozinha num dia chuvoso.
Esse cover me faz ter vontade de querer amar alguém.
Fui convidada para o lançamento do Anuário Estatístico do Rio de Janeiro 2010 & Mapa Oficial do Estado do Rio de Janeiro.

Não sei se rio, se choro, se vou só de sacanagem pra ver como é a cerimônia, sei lá. Não sei o que faço com isso. De qualquer maneira, alguém quer ir comigo?
Hoje eu estava almoçando com uma amiga, quando o meu celular toca. Penso “putz, que DDD bizarro, vinte e quatro? Deve ser de Volta Redonda, esses lugares semi-existentes do interior do Rio”.

— Pronto.

Mentira, eu não atendo o telefone assim.

— Alô!
— Quem é?

Era uma voz feminina e enjoadinha, daquelas sibilantes que não são sensualmente sibilantes. Como assim? Que absurdo, você liga pra uma pessoa e pergunta “quem é?”, sabe, na lata, a primeira pergunta é quem é você?

— Com quem você deseja falar?
— Tatiane.
— Perdão, não há ninguém com esse nome.

Desliguei. Minha companheira de almoço está com a feição um tanto alterada, pergunto o que é.

— Perguntaram “quem é?” quando você atendeu?
— Sim.
— Porra! Eu odeio quando acontece isso! Caralho, puta merda… eu fico puta. Quer me deixar puta? Liga pra mim e pergunta na lata quem é? Porra, como assim? Você que tá me ligando, porra, fala quem é você! Caralho, puta que pariu, se alguém me liga agora e pergunta isso… mando tomar no cu de quatro, aproveita, vira pra trás e pergunta quem é quem é. Filho da puta.

Fiquei horrorizada.

sábado, 11 de dezembro de 2010

— Raquel, eu chamo mais atenção que você.
— Eu chamo mais!
— Eu tenho os olhos coloridos e você não.
— Eu tenho olhos rasgadinhos lindos, amendoados e harmoniosos.
— Eu tenho olhos grandes e desafiadores.
— Eu tenho charme.
— Sim, mas quem passa e nos vê de boca fechada… eu vou chamar mais atenção. Óbvio. Ou você acha que todo mundo pára pra escutar o cinismo dessa sua voz tão…?
Ontem eu saí e bebi. Muito. Só tenho flashes e flashes… você-ficaria-com-o-meu-amigo-não?-e-comigo?

Essa semana eu tô toda errada.

Voltando pra casa, dentro do 433, eu acordo e dou de cara com uma menina muito bonitinha falando:
— Oi, é a segunda vez que eu te acordo pra dizer que um cara armado sentou atrás de você, assaltou a mulher do lado, chamaram a polícia e a gente tá parado há meia-hora em frente a delegacia.
— Delegacia?

Eles foram direto num cara pretinho e tipo… mó racismo, fora que ele era maior intelectual. Pena que era pacífico e não quis meter altos processos no Estado e encher o bolso, porque eles não foram exatamente amigáveis — dizem.
E o assaltante era branco.

Aí todos os passageiros do ônibus tiveram que ir pra lá, sabe, ficar na salinha de espera, mas acho que se ligaram que era cinco e meia da manhã e liberaram geral. Terror por nada. Dormi na salinha de espera também.
Acordei com um cara falando:
— Mas viu, tem um colchãozinho ali atrás se você quiser…

Surreal, cara.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

— Posso te ajudar com alguma coisa?
(Sim, você pode me dar dinheiro, sexo, amor, muito amor — puta que pariu, preciso amar, cara, tô ficando amarga, já… achando que eu vou morrer sozinha, cansada dos amigos me chamarem de devassa, me dando tapinhas e perguntando quando eu vou tomar jeito, quando vou parar de apaixonar por desconhecidos y desconhecidas… imediatismo, esses pseudo-relacionamentos puramente momentâneos. Bebida, porra, preciso beber, preciso relaxar, ando muito tensa, sinto que vou explodir a qualquer segundo, ando tensa, preciso de um momento de descontração, já que amar tá difícil… alguma coisa que me deixe feliz, umas cartas, nossa, adoro cartas, café, putz, amo café, sempre me deixa feliz, mesmo nesse calor… uma boa conversa, um bom raciocínio, uma história, pode partilhar momentos silenciosos com a minha pessoa — sinto falta deles, pode me contar um segredo, pode me fazer contar um segredo, pode me revolucionar, sei lá, mas aí é bem difícil…)
— Olha, se você pudesse me dar a informação de onde fica essa rua aqui, eu agradeceria.
— Raquel, eu só não fico com você… Porque. Eu. Tenho. Medo. De… gostar.