domingo, 27 de fevereiro de 2011

Consequências de se cair do ônibus no meio da Avenida Presidente Vargas: mais uma cicatriz pra coleção.
Deixa eu ver se eu lembro a história de todas: uma no pé esquerdo eu ganhei tentando andar de patinete, uma na perna esquerda foi um acidente de depilação, uma outra na perna esquerda foi tentando aprender a andar de bicicleta, uma no joelho direito foi tentando montar a cama, uma no braço direito foi uma mordida humana, uma no braço esquerdo foi enquando eu estava na lixeira do meu antigo prédio, cujo chão estava molhado, no qual eu escorrguei e, por acaso, tinha uma garrafa de vidro quebradas, com um caco estrategicamente posicionado para cima que entrou no meu braço… cansei.
Update: Lembrei de um episódio dos Cavaleiros do Zodíaco, onde o Seiya explica a importância de ter cicatrizes e tal, te lembrar da sua trajetória. Sempre detestei o Seiya e a sua chuva de meteoros ridícula, mas isso foi bem legal.
Faz alguns dias que eu ando assim. “Alguns dias” pela minha percepção, mas pela percepção dos dias faz quase um mês. Tenho um certo medo quando parece que não há nada a ser dito, quando nenhum detalhe da minha rotina me chama atenção o suficiente para que eu faça o ritual de respirar e parar para anotá-lo.
Sempre há algo a ser dito e dito novamente, o problema é que nesse momento eu não sei o que é, mas deveria saber, porque na minha ignorância eu acho que sei de tudo. Ou que deveria ter essa obrigação, sei lá.

A gente aprende na escola que retas paralelas nunca se encontram, não têm um ponto em comum. Muita gente passa a vida toda procurando esse ponto em comum — não nas retas paralelas, mas nas relações humanas, sempre em busca de achar a sua metade perdida por aí depois de ler Platão. Acontece que um dia desses, não no infinito, mas um dia desses mesmo, aqueles inesperados, eu fiz a curva sem querer e encontrei você.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Quase um mês da minha última postagem. Que horror, me sinto vazia, sinto que não tenho muito a dizer nesse momento. Quer dizer, sempre existem muitíssimas coisas a serem ditas, só que eu não sei como, aí quando eu digo que não tenho jeito mesmo com as palavras, ninguém acredita.
Lá pelos períodos de Carnaval, vou a Sum Paulo tentar a vida. Mentira, vou a Sum Paulo (pessoas que queiram ser minhas amigas, me mandem um email). Vamos ver o que sai dessa vez.