quarta-feira, 29 de junho de 2011

— Sabe, Raquel, eu tenho essa adoração por você que é quase como se fosse um culto. Você é tão importante pra mim que, sei lá, eu não falo de você pra ninguém. Pra ninguém querer te conhecer do jeito que eu conheço, ninguém mais desfrutar do muito e do pouco que você me dá, sabe? Falando assim soa meio doente, meio romântico, meio ciumento de mais, sempre no meio, nunca puxando pra um lado de vez. Mas não é meio, nada permanece no meio. Eu tenho sim, muito, muito ciúme, ciúme das histórias que você talvez virá a compartilhar com outrém e não comigo, dos amigos em comum que eventualmente surgirão… eu tenho sim, porra. Essa é só mais uma declaração boba, idiota, imbecil, não-sei-se-essas-palavras-são-sinônimos, eu sinto a necessidade de expressar isso, porque você tem de ouvir… nas raras vezes em que você se abre comigo, nossa, eu quase choro, eu quero chorar mesmo, mas as lágrimas não descem. Eu te conheço, você vai rir e disser que o que você disse não foi nada, que eu fico emocionada fácil e você tem tipo esse feeling do caralho de olhar pra mim na hora em que os meus olhos e, principalmente, bochechas, se avermelham. Eu acho lindo quando vejo você se despindo das milhares de barreiras que você coloca com o mundo, não é como se eu te visse desprotegida, é vendo você crua, na sua forma real e, porra, é lindo. E eu quero que você saiba disso. E não se esqueça disso tipo… nunca, então, vê se pára de se sentir a pessoa deslocada no meio da festa, que só conhece o anfitrião e não sabe dançar, sabe por que? Porque que você tem a mim e isso é mais que o suficiente, se é que você me permite faltar com a humildade. A não ser que você não deseje a minha companhia e carinho — aí é outra história.

sábado, 18 de junho de 2011

Falando de um jeito bem bobinho, eu realmente queria alguém pra tomar um café comigo amanhã e conversar. Acho que eu prometo não falar nada tipo o que eu falei embaixo, ser otimista, etc.

Post de aniversário atrasado

Eu tô cansada, sabe… olhar pra trás e ver que eu procuro as mesmas coisas de horas ou anos antes. Essas coisas eu já encontrei e perdi centenas de vezes.
Esse negócio de olhar pra trás é uma coisa meio mindfuck pra mim, sabe? Eu não mudo que nem todo mundo, embora eu goste de pensar que estou em constante estado de transição… mas a essência é a mesma, desejos, gostos, obsessões. Eu posso fugir do roteiro pré-determinado, fazer escolhas que normalmente eu não faria, só pra fazer diferente. Sabe que eu nem deveria estar aqui, escrevendo isso, porque o meu atual estado de profunda tristeza pode contaminar alguém.
Ando muito com aquela coisa de não saber o que eu procuro e ter medo de não reconhecer quando eu encontrar, eu já devo ter dito isso — acho. Às vezes, eu queria ser uma pessoa sem passado, nem futuro, sem porra nenhuma, porque é isso que você possui quando o tempo pára. Acontece que o tempo nunca pára e você é obrigado a seguir em frente.