quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Pois é, tô esperando encontrar uma pessoa tão espetacular que me deixe fora dos trilhos e que goste de mim, meio impossível, enquanto isso eu vou me arrumando pra ir ao mercado, desalinhando o cabelo propositalmente, vai que né.

sábado, 25 de agosto de 2012

Eu sempre fui uma pessoa que surtava ao ter me deparar com escolhas, eu queria tudo ao mesmo tempo, eu já devo ter dito isso recentemente. Eu não consigo escolher. Não tenho cor favorita, não tenho filme favorito ou música e soa até meio babaca dizer que eu dou um pouquinho de mim para todos eles. E para todas as pessoas que encontro por aí, é isso... eu vou deixando meu coração pelo caminho, um pouquinho com cada pessoa, mas cada pedacinho por mínimo que seja tem intensidade e inspiração.
Esses últimos meses têm sido algo estranho, de repente as coisas que eu adorava eu já não adoro tanto assim e o pior sentimento é aquele que você não consegue nomear, mas isso não quer dizer que ele (ou pelo menos o conceito) não exista, você só não sabe explicar porque não leu em nenhum livro, porque não encontrou no dicionário, mas está lá. De repente me dá um vazio, algo que eu não sei bem dizer quem é, eu sempre digo que é amor, et cetera, mas não. Acho que preciso respirar.
Se eu te segurar bem próxima a mim, talvez você seja capaz de ver o que eu vejo, do jeito que eu vejo. E eu não vou te soltar.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Martelinho

– Alguém já chegou em você e te deu um beijo na mão? Eu acho que é só comigo, mas muitas pessoas já me deram beijo na mão, pessoas que chegaram e mim, coisa e tal (e nem são mãos bonitinhas, os dedinhos são um pouquinho tortos)...
 – Como assim, Raquel? Na palma na mão? Na palma da mão é legal, você tem que ter uma intimidade... Se for na "testa" o ruim é quando a pessoa ainda deixa uma salivinha, um nojo. 
 – Eu me referia ao clássico. Mas como que é esse esquema do beijo na palma da mão? Acho meio esquisito, não tem um porquê, na realidade, eu nunca tinha ouvido falar disso antes.
 – É que o palma da mão você meio que guarda ele.
 – Acho que vou usar isso com alguém. É chato, né... uma pessoa pega algo bonito e puro (sincero também) que você diz e transforma para um objetivo totalmente escroto.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

E se os nossos caminhos não se cruzarem, tudo bem... é porque eu quis demais. Eu espero, na próxima vida a gente se encontra.
E é realmente o nosso problema, a gente não quer isso ou aquilo, a gente quer tudo, não daqui a duas horas ou amanhã, mas agora. Esse imediatismo me fode, eu sou dotada da paciência, mas não sei esperar, cansei de esperar.
E aí a gente quer tudo de uma vez só e acaba não tendo nada. E isso cansa pra caramba. Nesse momento procuro uma cadeira de praia reclinável, porque eu quero ler na praia... talvez "Persépolis" ou "É claro que você sabe do que eu estou falando", tô querendo ler há algum tempo, na realidade há alguns anos, parece que quanto mais eu quero alguma coisa, mais eu afasto, mais eu vou deixando pra depois, tantos filmes que eu quero assistir e eu fico enrolando pra nada. Mas isso já passou, com certeza já passou, não vou deixar porra nenhuma pra depois. Tantas horas perdidas — nunca encontradas.
Acho que vou comprar tudo agora, de uma vez só: livros+cadeira reclinável, talvez duas cadeiras, a minha irmã acho que ia querer também... e tá foda achar um sebo legal, mas tudo bem, eu sei que esse plano é único e só isso será capaz de me dar a paz suficiente que eu preciso, ainda mais nesse coraçãozinho atribulado que é o meu, vou fazer o que? Só tenho esse. Edição limitada.

Certos momentos devem ser eternizados


Não sei como consegue não enxergar as rachaduras na minha armadura (talvez eu aja mais do que eu penso que ajo, talvez eu diga mais do que eu penso  dizer). Um segredo: eu enxergo as pessoas por inteiro, é minha habilidade superespecial. Leio as pessoas nas horas vagas, de preferência nos momentos mais aleatórios, na fila do banco, no ônibus, no metrô, coloco as mãos nos bolsos, olho pra baixo, mas eu enxergo você. Às vezes, gostariam que me lessem, sempre me imaginei como um livro aberto, mas é aquela coisa que eu sempre digo... não existe alguém a fim de ler.