quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Madrugada linda, tô só de calcinha e camiseta e fone de ouvido, pensa que charme, pensa que loucura. Por algum motivo atípico, eu não consigo dormir, creio que estou ficando insone novamente e com isso vem a inspiração pra falar um monte de nada pra ninguém novamente, pra cruzar com coisas aleatórias novamente, pra pensar em coisas que eu não penso durante o dia, pra consultar meu horóscopo.
Quem me conhece sabe que eu não possuo o hábito de fazer leituras de blógues coisa e tal, mas dessa vez foi diferente, cruzei com uma linda fotografia, busquei a fotografada, cruzei com os textos da fotografada, me apaixonei pela fotografada e uma das coisas que ela escreveu me fez pensar. Não uma reflexão profunda nem nada disso, mas sabe quando alguém dá o nome aquilo que você sempre pensou mas nunca conseguiu expressar? Não porque fosse difícil nem nada do tipo mas porque você nunca tinha tido a oportunidade de ter um momento para definir aquilo, ai, esquece, tô me enrolando e tô saindo do foco, ando precisando tirar esse geminianismo (ismo de doença) de mim.
Bom, ela dizia que tudo aquilo que é líquido flui. E que tudo que flui não pode ser agarrado com as mãos, apenas sentido. Talvez eu já tenha feito essa analogia com fumaça ou cheiros, aliás, adoro cheiros, adoro gente cheirosa, é o tipo de coisa que me faz ficar com alguém na cabeça durante dias.
E aí eu lembro que algumas as pessoas dizem que eu tenho senso de malandragem carioca inerente a minha pessoa, que eu não me apego ou me apego e sumo, mas aí eu concluo: eu escorrego pelas mãos.
Daí eu páro e penso, sabe? Cara, eu fluo.
"Receba meu beijo e não suma mais, por favor."

Suzane

"E tu vai achar que é invenção minha, mas juro de verdade que pensei muito em você esse ano (ok, ano passado). Aquela coisa de "por onde anda?", "será que está bem", "aquela era foda" e por aí vai."
Hoje eu acordei com vontade de escrever. Lá pelo meio da tarde, enquanto eu escovava os dentes, eu pensei em um texto, mas obviamente esqueci e deixei pra lá, pra depois - como grande parte das coisas em minha vida.
Agora a noite bateu a vontade de novo mas eu vou falar de outra coisa, no caso a primeira coisa que me veio a cabeça: tive dois puta sonhos de alta complexidade ontem a noite. Os dois se passavam mais ou menos em locais parecidos e eu era uma pessoa diferente em cada um. Prefiro acreditar que foi apenas uma recordação de vidas passadas, embora eu não acredite em vidas passadas, pelo menos não de maneira consciente. Mas foi extremamente palpável, onde eu tive tempo pra fazer promessas (e cumpri-las), onde eu sentia o cheiro da terra molhada depois da chuva, mil tipos de árvores e insetos diferentes... E eu fico pensando... que loucura, né? E eu tenho pavor de insetos, pavor de verdade, não do tipo subir na cadeira e dar uns gritinhos mas ficar em choque e perder a noite de sono só com a possibilidade de haver um terrível inseto a minha espera mas no sonho era diferente, eu era uma pessoa diferente.
Talvez não seja cacete de vida passada nenhuma e sim o meu subconsciente dizendo que eu tenho que mudar, que eu tenho que experimentar novos ares, deixar meus medos pra trás (pra obviamente adquirir novos). Reciclar é bom.